- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sancionado pelos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky, gerando tensões políticas no Brasil.
- A sanção é uma retaliação ao seu papel em processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Na primeira sessão do STF após o recesso, apenas três ministros defenderam Moraes, enquanto parlamentares de direita e esquerda se manifestaram nas redes sociais.
- Parlamentares de direita criticaram o STF e promoveram a hashtag “Brasil acima do STF”, enquanto governistas expressaram apoio a Moraes, com o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias, afirmando que “somos todos Alexandre de Moraes”.
- A sanção impede Moraes de entrar nos Estados Unidos e acessar bens e serviços no país, e o STF considerou as sanções como covardes e pseudopatrióticas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sancionado pelos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky, gerando tensões políticas no Brasil. A sanção é uma retaliação ao seu papel em processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na primeira sessão do STF após o recesso, apenas três dos onze ministros defenderam Moraes, enquanto parlamentares de diferentes espectros políticos se manifestaram nas redes sociais, polarizando a situação.
Durante a sessão, os ministros que se pronunciaram em apoio a Moraes consideraram as sanções como ataques à soberania nacional. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros parlamentares de direita criticaram o STF, promovendo a hashtag “Brasil acima do STF” nas redes sociais. Ferreira convocou bolsonaristas para um ato em defesa de Bolsonaro, agendado para 3 de agosto, destacando que a data deve ser “histórica”.
Por outro lado, os governistas demonstraram apoio a Moraes. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que “somos todos Alexandre de Moraes” e pediu que seus seguidores usassem a frase “Brasil com STF” nas redes sociais. Farias expressou sua emoção ao assistir à abertura dos trabalhos do semestre do STF, enfatizando a defesa da democracia e da soberania.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) elogiou o discurso do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que ressaltou a importância da independência do Judiciário. Barroso afirmou que todos os réus serão julgados com base nas provas, sem interferências. Moraes, por sua vez, criticou o bolsonarismo, referindo-se ao grupo como uma “organização miliciana” que será responsabilizada por seus crimes.
A sanção imposta a Moraes impede sua entrada nos EUA e o acesso a bens e serviços no país. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi um dos principais articuladores dessa medida. Em resposta, o STF utilizou a primeira sessão do semestre para reafirmar sua posição e defender a atuação de Moraes, considerando as sanções como covardes e pseudopatrióticas.
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