- Órgãos anticorrupção da Ucrânia descobriram um esquema de superfaturamento de drones militares e sistemas de interferência de sinal.
- O esquema envolve um deputado, dois políticos locais e membros da Guarda Nacional, que teriam recebido subornos.
- Um dos contratos investigados apresentava valores inflacionados em 30%.
- A descoberta ocorreu após o presidente Volodymyr Zelensky reverter uma lei que enfraquecia as agências anticorrupção, em resposta a protestos populares.
- A decisão do parlamento foi elogiada pela comissária para o alargamento da União Europeia, Marta Kos, que destacou a importância do combate à corrupção.
Órgãos anticorrupção da Ucrânia revelaram, neste sábado, 2, um esquema de superfaturamento de drones militares e sistemas de interferência de sinal. A descoberta ocorre em um momento crítico, após o parlamento restaurar a independência das agências anticorrupção, em meio a uma crise política acentuada pela invasão russa.
A Agência Nacional Anticorrupção da Ucrânia e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (NABU e SAPO) informaram que o esquema envolve um deputado, dois políticos locais e membros da Guarda Nacional, que teriam recebido subornos. Um dos contratos investigados apresentava valores inflacionados em 30%, com propinas sendo pagas a integrantes do grupo.
A revelação foi feita logo após o presidente Volodymyr Zelensky reverter uma lei que enfraquecia as agências anticorrupção, em resposta a protestos populares. A anulação da legislação foi aprovada de forma unânime pelo parlamento na quinta-feira, 31, após manifestações massivas contra o governo. Zelensky expressou sua gratidão às agências anticorrupção em uma publicação na rede social X, destacando a importância de uma “tolerância zero” em relação à corrupção.
A comissária para o alargamento da União Europeia, Marta Kos, elogiou a decisão do parlamento, afirmando que a defesa dos valores fundamentais e o combate à corrupção devem ser prioridades. A pressão popular foi crucial para a mudança de postura do governo, que inicialmente apoiou a legislação que limitava a atuação das agências anticorrupção.
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