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Ato bolsonarista atrai multidão, mas mostra sinais de desgaste no engajamento

Aliados de Jair Bolsonaro mobilizam 37,6 mil pessoas em protestos por anistia a presos do 8 de janeiro e criticam o STF e o governo Lula

Defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro levaram placas com mensagens de apoio a Donald Trump (Foto: Maira Erlich/Bloomberg/Getty Images)
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  • Neste domingo, três de setembro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram protestos em dezesseis capitais e no Distrito Federal.
  • A mobilização reuniu trinta e sete mil e seiscentas pessoas em São Paulo, onde os manifestantes pediram anistia aos presos dos atos golpistas de oito de janeiro e criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Os atos, chamados de “Reaja Brasil”, ocorreram em várias regiões, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Bolsonaro participou apenas por videoconferência devido a restrições judiciais.
  • O público foi estimado entre trinta e três mil e cem e quarenta e dois mil e cem participantes, segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP).
  • Apesar da mobilização, houve uma tendência de queda na capacidade de mobilização do bolsonarismo em comparação a eventos anteriores.

Neste domingo, 3 de setembro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram protestos em 16 capitais e no Distrito Federal, reunindo 37,6 mil pessoas em São Paulo. Os manifestantes pediram anistia aos presos dos atos golpistas de 8 de janeiro e criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os atos, intitulados “Reaja Brasil”, ocorreram em diversas regiões do país, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Bolsonaro, que enfrenta investigações e restrições judiciais, participou apenas por videoconferência. A mobilização marca a primeira grande ação bolsonarista desde que o STF impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente.

A contagem de público foi realizada pelo Monitor do Debate Político da USP, que estimou a presença entre 33,1 mil e 42,1 mil participantes, considerando uma margem de erro de 12%. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em transmissão ao vivo, afirmou que a mobilização é uma prova da força de Bolsonaro, mesmo sem sua presença física.

Críticas ao Judiciário

Os discursos durante os protestos foram centrados em críticas ao Judiciário, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações contra Bolsonaro no STF. Em várias cidades, lideranças políticas pediram a votação do projeto de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. O pastor Silas Malafaia destacou a ausência de figuras que se dizem alternativas a Bolsonaro, afirmando que ele continua sendo insubstituível.

Além de São Paulo, os atos ocorreram em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Belém, onde a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também participou. Em Brasília, o protesto foi menor, com cerca de 4 mil pessoas reunidas, enquanto em Copacabana, a manifestação atraiu um público considerável, mas inferior a eventos anteriores.

Tendência de Queda

Apesar da mobilização significativa, os números indicam uma tendência de queda na capacidade de mobilização do bolsonarismo. Em abril, uma manifestação convocada por Bolsonaro atraiu 44,9 mil pessoas, e em fevereiro de 2024, quando o ex-presidente esteve presente, o ato reuniu aproximadamente 185 mil apoiadores. Essa diminuição é notável em várias capitais, refletindo um cenário desafiador para os aliados de Bolsonaro.

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