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Botafogo adota uniformes com ‘números quebrados’ para combater violência contra a mulher

Botafogo promove ação "Números Quebrados" para conscientizar sobre violência contra a mulher e arrecadar fundos para combate ao feminicídio

Número 'quebrado' na camisa de Cuiabano, que assume o 6 histórico de Nilton Santos no Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)
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  • O Botafogo realizará a ação “Números Quebrados” durante a partida contra o Cruzeiro no dia 20 de agosto, no Estádio Nilton Santos.
  • Os jogadores usarão uniformes com números quebrados para simbolizar a violência contra a mulher.
  • A campanha faz parte do projeto “A Hora Delas”, em parceria com a agência Owly, e busca conscientizar sobre o tema.
  • As camisas usadas no jogo serão leiloadas, com a renda destinada a projetos de combate ao feminicídio.
  • A ação conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Os jogadores do Botafogo entrarão em campo neste domingo, 20 de agosto, com uniformes que apresentam números “quebrados” durante a partida contra o Cruzeiro, no Estádio Nilton Santos. A ação, chamada “Números Quebrados”, visa conscientizar sobre a violência contra a mulher, simbolizando as radiografias de ossos quebrados de vítimas de agressões.

A campanha faz parte do projeto “A Hora Delas”, desenvolvido em parceria com a agência Owly, e busca transformar o uniforme em um símbolo de empatia e combate à violência. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, uma mulher é agredida a cada dois minutos no Brasil. A iniciativa também se insere nas atividades do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o fim da violência contra a mulher.

Paula Young, Head de Ativações do Botafogo, destacou que a campanha é uma forma de dar visibilidade à dor de milhares de mulheres. As camisas utilizadas no jogo serão leiloadas, com toda a renda revertida para projetos que atuam na prevenção e combate ao feminicídio, através da plataforma Match Worn Shirt.

Aline Alves, diretora da agência Owly, enfatizou que a transformação dos números em um “grito visual” busca inspirar clubes e torcidas a não ignorarem mais os alarmantes índices de violência contra a mulher. A ação conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro, reforçando a urgência da luta contra essa problemática social.

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