- Funcionários públicos na China, incluindo professores e enfermeiros, enfrentam novas restrições para viajar ao exterior.
- As regras exigem autorização prévia e a entrega de passaportes, com proibição de viagens pessoais sem aprovação.
- A desqualificação de profissionais que estudaram fora do país aumentou, afetando a contratação em várias províncias.
- As autoridades justificam as medidas como proteção à segurança nacional e combate à corrupção.
- Funcionários expressam insatisfação, mas relutam em se opor às regras devido à pressão do regime.
Funcionários Públicos na China Enfrentam Restrições Severas de Viagem
Funcionários públicos na China, incluindo professores e enfermeiros, estão enfrentando restrições rigorosas para viajar ao exterior. As novas regras exigem autorização prévia para qualquer viagem internacional, refletindo um aumento no controle ideológico e na vigilância do governo. Essas medidas, que antes se aplicavam apenas a altos cargos, agora abrangem trabalhadores de nível inferior.
Tina Liu, professora de literatura em uma escola pública, teve seu contrato alterado para incluir uma cláusula que proíbe viagens sem permissão. Atualmente, não permitiremos férias no exterior, foi a orientação recebida. Em várias cidades, funcionários públicos foram obrigados a entregar seus passaportes, e aposentados podem levar até dois anos para recuperá-los. Viagens pessoais ao exterior agora requerem aprovação, enquanto intercâmbios e pesquisas internacionais foram proibidos.
As autoridades justificam essas restrições como parte de um esforço para proteger a segurança nacional e combater a corrupção. No entanto, muitos funcionários, como uma enfermeira de Zhejiang, expressam ceticismo sobre a necessidade dessas medidas. Se houver segredos, pessoas como nós saberiam?, questiona. Além disso, algumas cidades impuseram limites ao número de pessoas que podem se reunir em grupos, visando coibir excessos em banquetes oficiais.
Aumento da Vigilância e Controle Ideológico
Desde a ascensão de Xi Jinping, as restrições se tornaram mais severas. Funcionários em vilarejos de pesca foram instruídos a entregar documentos, e aqueles que estudaram no exterior enfrentam desqualificações para cargos públicos. Qualquer coisa relacionada a estrangeiros é considerada arriscada, afirma Dongshu Liu, professor da Universidade da Cidade de Hong Kong.
As regras de contratação também mudaram, com muitas províncias excluindo universidades estrangeiras de seus programas de seleção. A província de Liaoning, por exemplo, desqualifica candidatos que viveram no exterior por mais de seis meses. A desconfiança em relação a contatos internacionais é crescente, e até empresas privadas, como a Gree Electric, estão evitando contratar pessoas que retornaram do exterior.
Os funcionários públicos, mesmo insatisfeitos, relutam em se opor às regras. Uma enfermeira em Zhejiang, que sonha em visitar o Vietnã, admite que seu salário estável é mais importante do que a liberdade de viajar. Se todo mundo morrer, tudo bem, desde que eu não seja a única, reflete, evidenciando a pressão que muitos enfrentam sob o regime atual.
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