- A Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) foi cancelada pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
- O diretor da fundação, Abrão Mafra, alegou que o evento tinha cunho político-ideológico, o que fere os princípios de neutralidade da administração pública.
- Os organizadores consideram o cancelamento um ato de censura e quebra de contrato, afirmando que a decisão está ligada a debates sobre a questão palestina.
- Apesar do cancelamento, a Flipei ocorrerá de seis a oito de setembro em um novo local, que será anunciado em breve.
- A organização está tomando medidas judiciais e políticas contra a fundação e a Prefeitura de São Paulo, classificando a ação como autoritária.
A Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei), programada para ocorrer na Praça das Artes em São Paulo, foi cancelada pela Fundação Theatro Municipal. O diretor da fundação, Abrão Mafra, alegou que o evento possuía cunho político-ideológico, o que contraria os princípios de neutralidade da administração pública.
Os organizadores da Flipei denunciam o cancelamento como um ato de censura e quebra de contrato, afirmando que a decisão está relacionada a debates sobre a questão palestina. O evento contaria com a presença do historiador judeu Ilan Pappé e do militante Thiago Avilla, que discutiriam temas controversos. Em resposta, a organização criticou a fundação, afirmando que a decisão demonstra desconforto com os tópicos abordados.
O ofício de cancelamento foi enviado na sexta-feira, 1º de agosto, e os organizadores destacam que a rescisão deveria ter sido comunicada com 15 dias de antecedência, conforme estipulado em contrato. Eles estão tomando medidas judiciais e políticas contra a fundação e a Prefeitura de São Paulo, classificando a ação como um ato autoritário.
Mudança de Local
Apesar do cancelamento, a Flipei manterá suas datas, programada para os dias 6 a 8 de setembro, em um novo local que será anunciado em breve. Os organizadores reafirmaram seu compromisso com a liberdade de expressão e a discussão de temas relevantes, mesmo diante de obstáculos. O jornalista Jamil Chade, que participaria do evento, também criticou a censura e confirmou que sua palestra ocorrerá em outro espaço.
Esse não é um caso isolado; a gestão do prefeito Ricardo Nunes já enfrentou outras acusações de censura no meio cultural. Recentemente, a banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo teve seu show interrompido durante um evento da Prefeitura após manifestações pró-Palestina. A Secretaria Municipal de Cultura alegou que houve violação de cláusulas contratuais, resultando em cortes de som e projeção.
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