- David Grossman, escritor israelense, afirmou que a situação em Gaza é genocídio, rompendo um silêncio de anos.
- Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, ele se uniu a críticas de organizações como B’Tselem e Médicos pelos Direitos Humanos.
- Grossman, que perdeu um filho na guerra no Líbano, expressou sua dor e urgência em agir.
- Ele criticou a ocupação dos territórios palestinos, afirmando que corrompeu Israel, e defendeu a solução de dois Estados.
- A repercussão das declarações foi significativa, com críticas à postura do governo italiano em relação a Israel.
David Grossman, renomado escritor israelense, declarou que a situação em Gaza é um genocídio, rompendo um silêncio que perdurou por anos. Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, ele se uniu a outras vozes críticas em Israel, como as organizações humanitárias B’Tselem e Médicos pelos Direitos Humanos, que também acusaram o governo de Benjamin Netanyahu de cometer genocídio.
Grossman, que perdeu um filho durante a guerra no Líbano, expressou sua dor ao afirmar que não consegue mais ignorar o que vê. “Com imensa dor, devo reconhecer o que está acontecendo diante dos meus olhos. Genocídio”, disse. Ele destacou a urgência de agir e a necessidade de encontrar uma solução que evite a associação entre Israel e genocídio.
O escritor criticou a ocupação dos territórios palestinos, afirmando que “corrompeu” Israel. Ele lembrou que a força militar do país não deve ser usada para justificar ações que resultem em sofrimento humano. Grossman defendeu a solução de dois Estados como a única alternativa viável e elogiou a proposta do presidente francês Emmanuel Macron de reconhecer um Estado palestino.
A repercussão das declarações de Grossman foi significativa, especialmente na Itália. O líder da Esquerda Italiana, Nicola Fratoianni, questionou a postura do governo italiano em relação a Israel, ressaltando a importância das palavras do escritor. “O que farão os ministros do governo Meloni? Vão dizer que ele é antissemita?” indagou Fratoianni, criticando a postura pró-Israel do governo italiano.
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