- Ong Beng Seng, bilionário hoteleiro de Cingapura, se declarou culpado de obstrução de justiça.
- Ele ajudou o ex-ministro dos Transportes, Subramaniam Iswaran, a encobrir evidências em um caso de corrupção.
- Ong admitiu ter ocultado provas sobre presentes luxuosos recebidos por Iswaran, incluindo ingressos para o Fórmula 1 Grand Prix e uma viagem em jato particular.
- A sentença de Ong será anunciada em 15 de agosto, e ele pode enfrentar até sete anos de prisão.
- Iswaran, que recebeu mais de S$403.000 em presentes, estava sendo investigado quando solicitou a Ong que cobrisse um voo de classe executiva.
O bilionário hoteleiro de Cingapura, Ong Beng Seng, se declarou culpado de obstrução de justiça em um escândalo de corrupção que abalou o país. A acusação envolve a ajuda ao ex-ministro dos Transportes, Subramaniam Iswaran, para encobrir evidências durante uma investigação sobre corrupção.
Ong admitiu ter auxiliado Iswaran a ocultar provas relacionadas a presentes luxuosos, como ingressos para o Fórmula 1 Grand Prix e uma viagem em jato particular. Os ministros em Cingapura não podem aceitar presentes sem pagar o valor de mercado ao governo e devem declarar qualquer benefício recebido de pessoas com quem têm negócios.
Durante o julgamento de Iswaran, foi revelado que ele solicitou a Ong que cobrasse por um voo de classe executiva para Doha, após descobrir que estava sendo investigado. O juiz destacou que Iswaran agiu com premeditação para evitar a investigação. A sentença de Ong será proferida em 15 de agosto e ele pode enfrentar até sete anos de prisão por obstrução de justiça.
Além disso, Ong é acusado de facilitar uma viagem a Doha, avaliada em cerca de S$20.850 (aproximadamente US$16.188). As investigações revelaram que Iswaran recebeu mais de S$403.000 em presentes, incluindo voos, estadias em hotéis e ingressos para eventos. Na época dos crimes, Iswaran era membro do comitê de F1 do governo e negociador-chefe em assuntos relacionados ao evento.
Ong, que fundou a Hotel Properties Limited e trouxe o F1 para Cingapura, enfrenta um momento delicado, pois também luta contra um câncer raro. A empresa anunciou que ele deixará o cargo de diretor-gerente para gerenciar suas condições de saúde.
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