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Obras do monasterio de Sijena revelam sua jornada pelo mundo artístico

Decisão judicial determina retorno de murais ao Real Monasterio de Sijena, enquanto outras obras seguem em disputa internacional

Tabla ‘La natividad’, del maestro Rodrigo de Sajonia, perteneciente al retablo del Monasterio de Sijena. (Foto: Museo del Prado)
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  • O patrimônio do Real Monasterio de Sijena é alvo de disputas entre o Governo de Aragón, o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) e outras instituições.
  • Uma decisão recente do Tribunal Supremo determinou que murais do MNAC retornem a Sijena.
  • Obras como “La Natividad” e “La adoración de los Reyes Magos” ainda estão em negociação e aquisição internacional.
  • “La Natividad” foi comprada pelo Museu do Prado em 2003 por 90 mil euros, enquanto “La adoración de los Reyes Magos” foi adquirida pelo Museu Meadows de Dallas em 2018 por meio milhão de euros.
  • A situação permanece tensa, com a expectativa de novas decisões judiciais sobre o retorno das obras ao local de origem.

O patrimônio do Real Monasterio de Sijena tem sido alvo de intensas disputas entre o Governo de Aragón, o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) e outras instituições. A situação se agravou após a dispersão de obras ao longo dos séculos, especialmente após o período barroco.

Recentemente, uma decisão do Tribunal Supremo determinou que murais atualmente expostos no MNAC retornem a Sijena. No entanto, outras obras, como “La Natividad” e “La adoración de los Reyes Magos”, continuam em negociação e aquisição internacional. Essas peças foram vendidas por monjas sanjuanistas, e seu percurso é complexo, envolvendo diversas transações ao longo dos anos.

A história do tesouro de Sijena remonta ao século XII, quando o mosteiro era um importante centro religioso e cultural. Com a chegada do barroco, muitos elementos do estilo renascentista foram desmontados e vendidos. Joaquín Español, advogado do caso, destaca que muitas obras foram adquiridas em compras subsequentes, dificultando sua recuperação.

Entre as peças em disputa, “La Natividad” foi comprada pelo Museu do Prado em 2003 por 90 mil euros. A obra, que representa a Sagrada Família, foi vendida em uma subasta em Madrid e tem um histórico que remonta ao século XVIII. Já “La adoración de los Reyes Magos” foi adquirida pelo Museu Meadows de Dallas em 2018, por um valor estimado em meio milhão de euros.

O debate sobre a restituição das obras continua, com a recente demissão de Alberto Velasco, responsável pelo Museu de Lleida, que criticou a posição da Generalitat em relação às pinturas de Sijena. A situação permanece tensa, com a expectativa de que mais decisões judiciais possam impactar o futuro das obras e seu retorno ao local de origem.

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