- A Polícia Civil deflagrou a operação Gênesis no domingo, três de agosto de dois mil e vinte e cinco.
- A ação resultou na prisão de três ex-funcionários de uma empresa de tecnologia.
- Eles são acusados de sabotagem e roubo de informações de uma plataforma de inteligência artificial avaliada em R$ 10 milhões.
- As investigações começaram após a empresa detectar a exclusão da plataforma, que estava prestes a ser lançada e tinha potencial para atingir mais de 20 milhões de usuários.
- Os ex-funcionários podem responder por crimes como concorrência desleal e invasão de dispositivo informático.
A Polícia Civil deflagrou, neste domingo (03), a operação Gênesis, focando em crimes de informática e proteção de dados. A ação resultou na prisão de três ex-funcionários de uma empresa de tecnologia, acusados de sabotagem e roubo de informações de uma plataforma de inteligência artificial avaliada em R$ 10 milhões.
As investigações começaram após a empresa detectar, na última sexta-feira (01/08), a exclusão da plataforma, que estava prestes a ser lançada e tinha potencial para atingir mais de 20 milhões de usuários. Um dos ex-funcionários utilizou sua senha corporativa para apagar o sistema diretamente do ambiente de produção. Outro exportou senhas antes de ser demitido e tentou acessar a plataforma no mesmo dia. O terceiro membro do grupo participou do planejamento da ação criminosa.
Planejamento e Ações
Mensagens trocadas entre os envolvidos revelaram um planejamento prévio para o crime, além de discussões sobre futuras atividades em outra empresa, incluindo a abertura de negócios próprios. Durante as diligências em seis endereços na capital e na Baixada Fluminense, foram apreendidos notebooks, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Os três ex-funcionários não devolveram os equipamentos da empresa, que podem conter dados confidenciais e provas das ações cometidas.
As investigações apuram crimes como concorrência desleal, invasão de dispositivo informático com agravantes, apropriação indébita qualificada e associação criminosa. A Polícia Civil ainda investiga se os dados apagados foram utilizados em benefício próprio ou repassados a concorrentes. Dois dos investigados foram levados à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) para prestar depoimento.
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