- O ato em apoio a Jair Bolsonaro ocorreu no dia 3 de agosto na Avenida Paulista, reunindo 37,6 mil pessoas.
- O número é um aumento em relação à manifestação anterior, mas ainda inferior ao pico de 185 mil participantes registrado em fevereiro de 2024.
- O evento, chamado “Reaja, Brasil”, teve a ausência de importantes figuras políticas da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Júnior.
- O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores, criticou a falta de apoio de presidenciáveis e insinuou que os ausentes temem o Supremo Tribunal Federal (STF).
- Jair Bolsonaro, que enfrenta restrições legais e não pode concorrer até 2030, não participou do ato, e a adesão ainda reflete um esfriamento do apoio ao ex-presidente.
O ato em apoio a Jair Bolsonaro, realizado no último domingo, 3 de agosto, na Avenida Paulista, reuniu 37,6 mil pessoas, um aumento em relação à manifestação anterior, mas ainda distante do pico de 185 mil participantes registrado em fevereiro de 2024. O evento, intitulado “Reaja, Brasil”, foi marcado pela ausência de figuras políticas importantes da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Júnior.
A mobilização, que teve o pastor Silas Malafaia como um dos organizadores, foi criticada por sua falta de apoio de presidenciáveis. Malafaia questionou a ausência dos políticos que se apresentam como alternativas a Bolsonaro, afirmando que isso demonstra que o ex-presidente é “insubstituível”. Ele insinuou que os ausentes estavam com medo do Supremo Tribunal Federal (STF) e que arrumaram desculpas para não comparecer.
Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares e não pode concorrer a cargos públicos até 2030, não participou do ato. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alegou um procedimento médico como justificativa para sua ausência. Apesar do aumento no público em relação à manifestação anterior, a adesão ainda reflete um esfriamento do apoio ao ex-presidente em um cenário político conturbado.
Contexto das Manifestações
Historicamente, as manifestações em apoio a Bolsonaro têm sido frequentes, especialmente após sua derrota nas eleições de 2022. O ato de agosto, embora tenha quase triplicado o público da última mobilização, ainda demonstra um declínio em comparação aos eventos anteriores. A pressão sobre o ex-presidente, que agora usa tornozeleira eletrônica, tem impactado a mobilização de seus apoiadores.
Além de Malafaia, outros deputados bolsonaristas discursaram no ato, mas a presença de figuras políticas relevantes foi notavelmente baixa. O evento também contou com a participação de aliados locais, como vereadores e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de um ato em Belém, enquanto outros políticos se concentraram em manifestações em diferentes cidades, como Copacabana.
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