- Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em 4 de agosto de 2025.
- A prisão se deu por descumprimento de medidas cautelares, incluindo a proibição de uso de redes sociais.
- O ex-presidente aguarda julgamento por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
- As investigações indicam que Bolsonaro pode ter financiado ações para desestabilizar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
- As penas somadas para os crimes podem chegar a 43 anos de prisão.
Após 969 dias de silêncio, Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira, 4. A decisão se baseia no descumprimento de medidas cautelares, incluindo a proibição de uso de redes sociais. O ex-presidente aguarda julgamento por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
A prisão ocorre às vésperas do julgamento do processo, que investiga a articulação de Bolsonaro para desestabilizar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As investigações apontam que o ex-presidente pode ter financiado ações para prejudicar a soberania nacional, em um contexto que envolve o apoio de seu filho, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e articula sanções contra autoridades brasileiras.
O cenário que culminou no ataque às sedes dos Três Poderes em janeiro de 2023 começou a se formar semanas antes da posse de Lula. Em dezembro de 2022, Bolsonaro fez declarações que incitavam seus apoiadores e militares a não aceitarem sua derrota. A Polícia Federal identificou que essas falas não foram isoladas, mas parte de uma estratégia mais ampla que incluía bloqueios de estradas e acampamentos em frente a quartéis.
Com a derrota nas eleições e as investigações em curso, Bolsonaro se tornou réu no STF por crimes como golpe de Estado e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 43 anos de prisão. O ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, aguarda um veredicto que pode selar seu destino político e judicial.
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