- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma possível reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ainda nesta semana.
- O encontro abordará questões bilaterais, sem interferir na soberania nacional.
- Haddad expressou preocupação com tarifas elevadas, que podem chegar a 50%, mesmo após a isenção de quase 700 itens por Donald Trump.
- O ministro criticou a politização das tarifas, defendendo um comércio internacional livre de interesses eleitorais.
- Haddad propôs aumentar a cooperação em minerais críticos e tecnologia, destacando que o Brasil pode se beneficiar com acordos na produção de baterias e troca de conhecimentos tecnológicos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ainda nesta semana. O encontro abordará questões bilaterais, sem envolver a soberania nacional. Haddad destacou a preocupação de setores brasileiros com tarifas elevadas, que chegam a 50%, mesmo após o presidente Donald Trump ter isentado quase 700 itens da sobretaxa.
Durante entrevista à Rádio BandNews FM, Haddad criticou a utilização das tarifas para fins eleitorais, afirmando que o comércio internacional não deve ser manipulado por interesses políticos. Ele enfatizou a necessidade de despolitizar o debate comercial, citando que o Brasil foi mais penalizado em comparação a países com regimes autoritários.
Cooperação Estratégica
O ministro propôs ampliar a cooperação em áreas como minerais críticos e tecnologia, ressaltando que os Estados Unidos não possuem abundância desses recursos. Segundo Haddad, o Brasil pode se beneficiar ao participar mais ativamente do comércio bilateral, especialmente em investimentos estratégicos. Ele mencionou a possibilidade de acordos para a produção de baterias mais eficientes e a troca de conhecimentos tecnológicos.
Haddad também criticou a politização das tarifas, atribuindo a mudança na postura dos EUA à mobilização da oposição brasileira. Ele afirmou que a situação atual exige uma abordagem mais colaborativa e menos influenciada por disputas internas, visando fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
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