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Brasil pode acionar EUA na OMC por tarifas elevadas, aguardando decisão de Lula

Brasil aciona a OMC contra tarifas dos EUA de até 50%, buscando proteger o comércio internacional e minimizar impactos econômicos

Sede da OMC (Organização Mundial do Comércio) em Genebra - Fabrice Coffrini - 12.fev.2024/AFP (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
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  • O governo do Brasil, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra tarifas elevadas dos Estados Unidos, que podem chegar a 50%.
  • A consulta foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a definição do protocolo da ação ficará a cargo do presidente.
  • O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a medida visa defender o livre comércio e o multilateralismo.
  • As tarifas americanas são consideradas inconsistentes com as obrigações da OMC, podendo desestabilizar o comércio internacional.
  • Se as consultas não resultarem em solução em 60 dias, o Brasil poderá solicitar a formação de um painel para avaliar a compatibilidade das tarifas com os acordos da OMC.

O governo do Brasil, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu formalmente acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos, que podem chegar a 50%. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 4, pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin. A consulta foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), e a definição de quando protocolar a ação ficará a cargo de Lula.

Alckmin destacou que a medida busca defender o livre comércio e o multilateralismo, ressaltando a importância de acordos já firmados pelo Mercosul com blocos como a União Europeia e Singapura. O Itamaraty agora poderá solicitar uma consulta, que é a etapa inicial do processo de resolução de disputas na OMC. Essa fase permite que o Brasil busque informações sobre as práticas comerciais dos EUA e proponha modificações.

As tarifas americanas são vistas como inconsistentes com as obrigações da OMC, como a cláusula da Nação Mais Favorecida. O governo brasileiro argumenta que essas medidas desestabilizam o equilíbrio do comércio internacional, construído ao longo de décadas de negociações. Se as consultas não resultarem em uma solução em 60 dias, o Brasil poderá solicitar a formação de um painel para avaliar a compatibilidade das tarifas com os acordos da OMC.

Entretanto, o processo na OMC é conhecido por sua lentidão. Desde 2019, a instituição enfrenta dificuldades devido ao bloqueio dos EUA na nomeação de novos juízes para o Órgão de Apelação, o que tem paralisado a resolução de disputas. A expectativa é que o Brasil busque uma solução que minimize os impactos econômicos das tarifas sobre os setores afetados, enquanto representantes de diversas indústrias expressam preocupação com as consequências dessa tensão comercial.

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