- Vinte e quatro mulheres denunciaram assédio e vazamento de imagens íntimas em festas de forró.
- As denúncias foram recebidas pela bancada feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo.
- Doze casos foram encaminhados ao Ministério Público Federal, que solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito.
- As vítimas relataram traumas psicológicos e a existência de uma rede criminosa que compartilha imagens sem consentimento.
- Grupos de Telegram foram citados como locais de divulgação das imagens, e algumas mulheres apagaram suas contas nas redes sociais por medo de retaliações.
Denúncias de assédio e vazamento de imagens íntimas em festas de forró ganham destaque
Um total de 24 mulheres denunciaram homens que conheceram em festas de forró por assédio e exposição de imagens íntimas sem consentimento. As denúncias foram recebidas pela bancada feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo, que encaminhou 12 casos ao Ministério Público Federal. A Procuradoria solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a situação.
Os relatos incluem vazamentos de vídeos íntimos e assédios durante as danças. A bancada do PSOL informou que as denúncias têm aumentado nas últimas semanas, com evidências de uma rede criminosa que atua de forma coordenada. Entre os casos, um deles ocorreu na Itália, envolvendo uma brasileira.
Grupos de Telegram como “Cremosinhas da Putaria” e “Vazadinhas Inéditas” são citados como plataformas onde as imagens das vítimas foram compartilhadas. As mulheres relataram que, após conhecerem os homens, tiveram relações sexuais que foram gravadas e divulgadas sem seu consentimento. Uma das vítimas recebeu um alerta de um homem que trabalhava em uma das casas de forró, informando sobre a circulação de seu vídeo.
As consequências para as vítimas incluem traumas psicológicos e problemas no trabalho. Algumas decidiram apagar suas contas nas redes sociais devido ao medo de retaliações. O PSOL destacou que as práticas de violação da privacidade e dignidade das mulheres são recorrentes e que as vítimas enfrentam um ambiente de predação sexual.
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