- A disputa entre John Textor, acionista majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, e a Eagle Football Holdings se intensificou com uma nova ação judicial.
- A Eagle busca impedir que Textor tome decisões sem sua autorização, contestando a validade da assembleia-geral realizada em 17 de julho.
- O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, responsável pelo caso, determinou que as partes se manifestem sobre a competência do juízo.
- A SAF cobra uma dívida de € 23 milhões, gerada por empréstimos assinados por Textor em nome da Eagle.
- A Eagle condiciona qualquer negociação à saída de Textor do comando do clube, enquanto realiza auditorias no Botafogo para avaliar seu valor.
A disputa entre John Textor, acionista majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, e a Eagle Football Holdings se intensificou com uma nova ação judicial. A Eagle busca impedir que Textor tome decisões sem sua autorização, contestando a validade da última assembleia-geral realizada em 17 de julho. O processo tramita na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Os advogados da Eagle pedem que a Justiça suspenda os efeitos da assembleia e proíba a SAF de realizar novos atos societários sem a representação da holding. Além disso, a Eagle solicita que a SAF não firme contratos com empresas ligadas a Textor. O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, responsável pelo caso, determinou que as partes se manifestem sobre a competência do juízo.
A situação se complica com a cobrança de uma dívida de € 23 milhões (cerca de R$ 152 milhões) pela SAF, que foi gerada por empréstimos assinados por Textor em nome da Eagle. Fontes próximas ao caso afirmam que a ação judicial da Eagle é uma estratégia para ganhar tempo enquanto Textor tenta levantar fundos para recomprar a SAF. No entanto, a Eagle, agora sob nova direção, condiciona qualquer negociação à saída de Textor do comando do clube.
Conflito de Interesses
A relação entre Textor e a Eagle se deteriorou após o rebaixamento do Lyon, clube também pertencente ao empresário. A Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) impôs condições para evitar a queda do Lyon, incluindo a saída de Textor da Eagle e a injeção de € 100 milhões no clube. Os ex-sócios de Textor, que incluem investidores como o fundo Ares e Michelle Kang, se opõem a qualquer negociação enquanto ele permanecer à frente da SAF do Botafogo.
A Eagle argumenta que as manobras financeiras de Textor, como a emissão de novas ações e a conversão de dívidas em participação societária, visam consolidar seu controle sobre a SAF. A holding contesta a venda de uma dívida de € 150 milhões da SAF para a nova empresa de Textor, alegando falta de transparência e que isso comprometeria sua participação de 90% na SAF.
A tensão entre as partes continua a crescer, com a Eagle realizando auditorias no Botafogo e buscando avaliar seu valor, enquanto a diretoria do clube tenta manter um bom relacionamento com a holding, essencial para a continuidade das negociações.
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