- A Justiça de São Paulo autorizou o retorno ao trabalho do sargento Marcus Augusto Costa Mendes e do cabo da Polícia Militar, envolvidos na morte do policial civil Rafael Moura da Silva, no Capão Redondo.
- A decisão foi tomada pela juíza Isabel Rodriguez, que determinou que os policiais atuem apenas em serviços internos.
- Os policiais foram afastados após o sargento Mendes disparar quatro vezes contra Rafael, que morreu cinco dias depois.
- A defesa dos policiais alegou que a ação foi legítima, pois Rafael estava sem identificação e colete balístico.
- A Justiça decidirá se o retorno ao trabalho será mantido por noventa dias ou até o término das investigações.
A Justiça de São Paulo autorizou o retorno ao trabalho do sargento Marcus Augusto Costa Mendes e de um cabo da Polícia Militar, envolvidos na morte do policial civil Rafael Moura da Silva, ocorrida há três semanas no Capão Redondo. A decisão foi tomada pela juíza Isabel Rodriguez, da 3ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, que determinou que os policiais atuem apenas em serviços internos, sem atividades operacionais nas ruas.
Os dois policiais foram afastados no dia 16 de julho, após o sargento Mendes disparar quatro vezes contra o investigador Rafael, que morreu cinco dias depois. As imagens da câmera corporal do sargento mostram que ele estava sozinho na favela do Fogaréu quando se deparou com Rafael e disparou, mesmo após o policial civil se identificar como membro da corporação. O cabo Robson Barreto, que acompanhava Mendes, não disparou.
A juíza havia determinado o afastamento dos policiais devido a preocupações com a segurança pública, considerando que Mendes e Barreto estavam envolvidos em uma ocorrência anterior que resultou na morte de um civil. A defesa dos PMs argumentou que a decisão de atirar foi legítima, uma vez que Rafael estava sem identificação e colete balístico no momento do incidente. A Justiça agora deve decidir se o retorno ao trabalho será mantido por 90 dias ou até o término das investigações.
Rafael Moura da Silva, de 38 anos, atuava na Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). No dia do incidente, ele e outros policiais civis foram à favela investigar um suspeito de latrocínio. O caso gerou questionamentos sobre a condução do atendimento médico, já que Rafael foi levado a um hospital distante, enquanto outro agente, atingido de raspão, foi encaminhado a uma unidade mais próxima. A Secretaria da Segurança Pública não se manifestou sobre o caso, que está sendo investigado pela Polícia Militar e pela Polícia Civil.
Entre na conversa da comunidade