- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cobrou explicações da Caixa Econômica Federal e do ministro das Cidades, Jader Filho, sobre a demora na entrega do projeto de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
- O governo havia estabelecido um prazo de trinta dias, a partir de junho, para a conclusão do plano, que não foi cumprido.
- Lula destacou a meta de contratar duas milhões de moradias até o final do ano e enfatizou a importância do programa para a classe média e a população de baixa renda.
- O ministro Jader Filho afirmou que o novo projeto de financiamento depende de um limite na taxa de juros definido pelo Banco Central.
- Jader planeja se reunir com Lula e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir as condições necessárias para o lançamento do programa.
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu, nesta sexta-feira, 1º, esclarecimentos da Caixa Econômica Federal e do ministro das Cidades, Jader Filho, sobre a demora na entrega do projeto de financiamento para a nova faixa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O governo havia estipulado um prazo de 30 dias, a partir de junho, para a conclusão do plano, que ainda não foi cumprido.
Durante uma cerimônia de entrega de moradias, Lula enfatizou a importância do programa, que visa não apenas atender a população de baixa renda, mas também a classe média. “Queremos apresentar o maior programa habitacional da história”, afirmou o presidente, ressaltando a meta de contratar duas milhões de moradias até o final do ano. Ele destacou que Jader terá um papel central na execução dessa política, mas reiterou a necessidade de resultados rápidos.
O ministro Jader Filho, por sua vez, mencionou que o novo projeto de financiamento já está disponível, mas depende de um limite na taxa de juros definido pelo Banco Central. “A classe média enfrenta dificuldades para obter financiamento devido à taxa de juros elevada”, explicou Jader. Ele também anunciou a intenção de se reunir com Lula e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir as condições necessárias para o lançamento do programa.
“Sem um teto para os juros e com 80% dos recursos destinados exclusivamente à habitação, não podemos avançar”, afirmou Jader, destacando a urgência de um diálogo com o Banco Central para viabilizar a iniciativa desejada por Lula.
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