- O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, visitou a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Leste no dia três de agosto.
- Durante a visita, ele orou publicamente, desafiando o status quo do local, que limita as orações judaicas.
- Ben Gvir afirmou que a presença judaica no Monte do Templo demonstra soberania, mencionando a possibilidade de conquistar a Faixa de Gaza.
- A visita gerou condenação internacional e reacendeu preocupações sobre a segurança na região, especialmente entre os palestinos.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou que o status quo não será alterado para permitir orações judaicas no local.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, visitou a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Leste neste domingo, 3, onde orou publicamente, desafiando o status quo do local. A visita ocorre em um contexto de crescente tensão na região, especialmente devido à guerra em Gaza.
Ben Gvir, conhecido por suas posições ultranacionalistas, publicou um vídeo de sua visita nas redes sociais, onde afirmou que a presença judaica no Monte do Templo é uma demonstração de soberania. “Assim como demonstramos que é possível exercer nossa soberania no Monte do Templo, também é possível conquistar toda a Faixa de Gaza,” declarou o ministro, referindo-se a vídeos recentes do Hamas mostrando reféns israelenses.
A Esplanada das Mesquitas, considerada o terceiro local sagrado do Islã, é um ponto de discórdia entre judeus e muçulmanos. Para os judeus, é o Monte do Templo, enquanto os muçulmanos veem a mesquita Al Aqsa como um símbolo nacional. O status quo, estabelecido após a conquista de Jerusalém Leste em 1967, limita as orações judaicas no local, uma regra frequentemente desrespeitada por grupos nacionalistas.
Reações e Consequências
A visita de Ben Gvir gerou condenação internacional e reacendeu preocupações sobre a segurança na região. A presença de líderes judeus no local é frequentemente interpretada pelos palestinos como uma ameaça à soberania sobre a mesquita. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou que o status quo não será alterado para permitir orações judaicas.
A visita coincide com o feriado judaico de Tisha B’Av, aumentando a carga simbólica do ato. Ben Gvir, que tem um histórico de controvérsias, continua a ser uma figura central na política israelense, refletindo uma mudança à direita no eleitorado. A situação atual levanta questões sobre o futuro do conflito israelense-palestino e as perspectivas de paz na região.
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