- O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, é possível, desde que haja preparações prévias por especialistas.
- Essa mudança de postura ocorre após meses em que Moscou descartou a possibilidade de um encontro sem resultados concretos.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um ultimato à Rússia, exigindo uma trégua até 8 de agosto, sob pena de sanções econômicas.
- Trump também autorizou a transferência de armamento americano para a Ucrânia, desde que adquirido por aliados europeus.
- Zelenski destacou a importância de coordenação com os EUA e potências europeias antes de qualquer encontro com Putin.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder ucraniano, Volodímir Zelenski, é possível, desde que haja preparações prévias por especialistas. Essa mudança de tom ocorre após meses em que Moscou descartou a possibilidade de um encontro, a menos que houvesse resultados concretos.
A nova postura do Kremlin surge em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre a Rússia. O presidente americano, Donald Trump, impôs um ultimato a Moscou, exigindo que aceitasse uma trégua até 8 de agosto. Caso contrário, o governo dos EUA aplicará um pacote de sanções econômicas sobre a Rússia e os países que compram seus recursos energéticos.
Trump também autorizou a transferência de armamento americano para a Ucrânia, desde que adquirido por aliados europeus. A Casa Branca mira especialmente a Índia, segundo maior importador de petróleo russo, enquanto evita um confronto direto com a China, que já declarou que não interromperá suas compras de petróleo e gás da Rússia.
Preparativos para a Cúpula
Zelenski reiterou a necessidade de coordenação com os EUA e potências europeias antes de qualquer encontro com Putin. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também se ofereceu para mediar a reunião em Istambul, onde já ocorreram encontros entre delegações russas e ucranianas, embora com resultados limitados.
Peskov destacou que o trabalho preparatório para a cúpula ainda não foi realizado, mas enfatizou que Putin não descarta a possibilidade de um encontro, dependendo das condições estabelecidas. A situação permanece tensa, especialmente após a movimentação de submarinos nucleares americanos para águas próximas à Rússia, em resposta a ameaças de membros do governo russo.
A visita do enviado especial de Trump, Steve Witkoff, a Moscou e do emissário para a Ucrânia, Keith Kellogg, a Kiev, está programada para ocorrer antes do prazo estabelecido por Trump. As negociações diretas entre Kiev e Moscou continuam, mas as exigências da Rússia dificultam avanços significativos rumo à paz.
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