- O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por violar restrições em uma investigação sobre suposta participação em um golpe.
- A medida inclui uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e restrições nas redes sociais.
- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a decisão, considerando-a uma perseguição política e expressou solidariedade à família de Bolsonaro.
- Parlamentares e líderes de partidos bolsonaristas também se manifestaram contra a prisão, alegando injustiça.
- A investigação será julgada em setembro e aponta que Bolsonaro continuou a exercer influência política por meio de aliados e familiares.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta uma prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a violações de restrições relacionadas a uma investigação sobre sua suposta participação em uma trama de golpe. A medida inclui o uso de tornozeleira eletrônica e proibições de contato com outros investigados e uso de redes sociais.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a decisão, chamando-a de “mais um capítulo sombrio na história de perseguição política do STF”. Zema expressou solidariedade à família de Bolsonaro e destacou que a prisão ocorreu sem um julgamento prévio, antes da conclusão do processo que apura as alegações contra o ex-presidente.
Parlamentares e líderes de partidos bolsonaristas também se manifestaram contra a prisão, alegando que Bolsonaro foi alvo de uma ação injusta. A investigação, que será julgada em setembro, aponta que o ex-presidente teria continuado a exercer influência política e digital por meio de aliados e familiares, desafiando as instituições democráticas.
Moraes justificou a prisão domiciliar com base na reiteração das condutas de Bolsonaro, que, segundo ele, tentava burlar as restrições impostas. Além da tornozeleira, a decisão inclui a entrega do passaporte e a apreensão de aparelhos eletrônicos, visando limitar a comunicação do ex-presidente com o exterior e com outros envolvidos na investigação.
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