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Acusados pela morte de Maradona adotam novas táticas judiciais em defesa

Defesa de Agustina Cosachov pede fim do novo julgamento, alegando violação do princípio da "coisa julgada" após anulação anterior.

Maradona pousou ao lado do médico Leopoldo Luque em 11 de novembro de 2020, poucos dias antes de morrer (Foto: AFP)
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  • Agustina Cosachov, psiquiatra de Diego Maradona, enfrenta novas acusações sobre a morte do jogador.
  • A defesa de Cosachov argumenta que não deve haver novo julgamento, citando o princípio da “coisa julgada”.
  • O primeiro julgamento foi anulado devido à suspeição da juíza Julieta Makintach, que teve seu papel destacado em um documentário.
  • A defesa de Leopoldo Luque, outro acusado, também questiona a imparcialidade do novo tribunal, alegando irregularidades processuais.
  • O Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro é responsável pela nova análise do caso, que continua gerando polêmica.

Agustina Cosachov, psiquiatra de Diego Maradona, enfrenta novas acusações relacionadas à morte do ícone do futebol. Após a anulação de um julgamento anterior, a defesa de Cosachov argumenta que não deve haver um novo processo, invocando o princípio da “coisa julgada”. O Tribunal Oral Criminal (TOC) nº 7 de San Isidro é o responsável pela nova análise do caso.

Os advogados de Cosachov, Vadim Mischanchuk, Christian Carlet e Marcelo Rodríguez Jordán, sustentam que o primeiro julgamento foi declarado nulo devido à suspeição da juíza Julieta Makintach, que teve seu papel destacado em um documentário. Eles afirmam que a anulação não foi provocada por sua cliente e que um novo julgamento seria injusto. “Ninguém pode ser submetido a um processo penal pelo mesmo fato que já tenha resultado em condenação ou absolvição”, afirmaram os defensores.

Além disso, a defesa de Leopoldo Luque, outro acusado, também recorreu à recusa de juízes do novo tribunal, citando irregularidades processuais. Os advogados de Luque, Julio Rivas e Francisco Oneto, criticaram a condução do processo, alegando que a audiência realizada em julho não seguiu os trâmites legais adequados. “A lei é precisa e não permite audiências com múltiplos propósitos”, destacaram.

A nova composição do tribunal, que inclui apenas o presidente Alberto Gaig como membro titular, foi sorteada após a suspeição de outros juízes. A defesa de Luque questiona a imparcialidade do juiz Gaig, que, segundo eles, colocou sua imagem acima do processo judicial. “Um juiz não precisa anunciar sua imparcialidade”, afirmaram os advogados, ressaltando que a imparcialidade deve ser presumida.

O desdobramento do caso Maradona continua a gerar polêmica, com as partes envolvidas buscando garantir seus direitos em um processo que já se mostrou complexo e repleto de controvérsias.

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