- Yarissa Pacheco e seu filho foram barrados na chegada a Portugal e passaram duas noites no aeroporto de Lisboa antes de retornar ao Brasil.
- Ela desembarcou sem visto, apresentando apenas uma manifestação de interesse para regularização pendente.
- Yarissa planeja retornar legalmente a Portugal, resolvendo a burocracia necessária e buscando apoio financeiro.
- Para garantir sua estadia, ela precisa pagar o Documento Único de Cobrança e apresentar cerca de € 2 mil (aproximadamente R$ 12 mil).
- O marido e uma advogada estão trabalhando em Lisboa para assegurar seus direitos, em meio ao endurecimento das regras de imigração no país.
A brasileira Yarissa Pacheco e seu filho de quatro anos foram barrados na chegada a Portugal e passaram duas noites no aeroporto de Lisboa antes de retornar ao Brasil. A situação ocorreu após Yarissa desembarcar sem visto, apresentando apenas uma manifestação de interesse para regularização, que estava pendente.
Agora, ela planeja retornar ao país de forma legal, buscando resolver a burocracia necessária. Em entrevista, Yarissa explicou que precisa pagar o Documento Único de Cobrança e apresentar cerca de € 2 mil (aproximadamente R$ 12 mil) para garantir sua estadia. “Disseram para eu pagar o boleto e é preciso apresentar dinheiro para me manter”, afirmou.
Natural de Santa Bárbara do Oeste (SP), Yarissa é administradora e atualmente desempregada. Para conseguir o valor necessário, ela pretende pedir um empréstimo. “Vou ver se consigo pedir emprestado só para ir. Depois, devolvo”, disse. O objetivo principal é reencontrar seu marido, que está em Lisboa.
Apoio Jurídico
O marido de Yarissa e uma advogada estão trabalhando em Portugal para garantir seus direitos. Eles buscam uma “intimação para a defesa de direitos, liberdades e garantias”, conforme orientações do consulado em Lisboa. A situação de Yarissa é complicada, especialmente após o endurecimento das regras de imigração em Portugal, que resultou na criação de uma unidade policial de estrangeiros.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) tem intensificado a fiscalização de imigrantes, o que torna a situação de Yarissa ainda mais delicada. Apesar de a unidade ainda não estar em funcionamento, as autoridades têm sido mais rigorosas no controle de estrangeiros no país.
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