- A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, devido ao descumprimento de medidas cautelares em um inquérito sobre milícias digitais.
- A decisão provocou protestos no Congresso, levando os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, a cancelar as sessões agendadas.
- A oposição, liderada pelo Partido Liberal (PL), ocupou as tribunas em protesto e exige pautas como o impeachment de Moraes e anistia aos envolvidos nos atos de oito de janeiro.
- Alcolumbre chamou a ocupação de “exercício arbitrário” e convocou uma reunião de líderes para discutir a situação. Motta retornou antecipadamente a Brasília e também suspendeu as atividades da Câmara.
- Bolsonaro estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica desde o dia dezoito de outubro, em investigação que envolve seu filho, Eduardo Bolsonaro.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, após o descumprimento de medidas cautelares em um inquérito sobre milícias digitais. A decisão gerou uma onda de protestos no Congresso, levando os presidentes do Senado e da Câmara a cancelarem as sessões agendadas.
Os presidentes Davi Alcolumbre e Hugo Motta suspenderam os trabalhos legislativos após a obstrução da oposição, que ocupou as tribunas em protesto contra a prisão de Bolsonaro. Alcolumbre classificou a ocupação como um “exercício arbitrário” e convocou uma reunião de líderes para discutir a situação. Motta, que estava na Paraíba, antecipou seu retorno a Brasília e também suspendeu as atividades da Câmara.
A oposição, liderada pelo PL, anunciou que continuará a mobilização, com rodízio de parlamentares durante a madrugada. Sóstenes Cavalcante, líder do PL, afirmou que a ocupação é a única forma de serem ouvidos. A pressão por pautas como o impeachment de Moraes e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro se intensificou.
A prisão de Bolsonaro foi motivada por sua participação em manifestações anti-STF, onde fez declarações que violaram as restrições impostas. O ex-presidente estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica desde o dia 18 de outubro, em investigação que envolve seu filho, Eduardo Bolsonaro. A situação no Congresso permanece tensa, com incertezas sobre o futuro das relações políticas no Brasil.
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