- Lena Estrada Añokazi foi destituída do cargo de ministra de Ambiente e Desenvolvimento Sostenível da Colômbia após seis meses.
- A decisão foi anunciada pelo presidente Gustavo Petro, que nomeou Irene Vélez como ministra interina.
- O movimento indígena expressou descontentamento e reafirmou apoio a Estrada, destacando a importância de soluções indígenas para a crise ambiental.
- A renúncia de Estrada foi oficializada por meio de um decreto presidencial publicado em 5 de agosto.
- Organizações indígenas alertaram que a gestão ambiental sob outras perspectivas não tem sido eficaz, citando dados alarmantes sobre a deforestação.
Lena Estrada Añokazi, a primeira ministra indígena da Colômbia, foi destituída do cargo de ministra de Ambiente e Desenvolvimento Sostenível após apenas seis meses. A decisão foi anunciada pelo presidente Gustavo Petro, que nomeou Irene Vélez como ministra interina. A mudança ocorre em meio a um descontentamento crescente entre os movimentos indígenas, que expressaram apoio a Estrada e ressaltaram a importância de soluções indígenas para a crise ambiental.
A renúncia de Estrada foi aceita na última sexta-feira, e um decreto presidencial publicado em 5 de agosto oficializou a troca. A nova ministra interina, Irene Vélez, já ocupava a posição de ministra de Minas e é a atual diretora da Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (ANLA). O movimento indígena, representado por sete organizações principais, manifestou sua insatisfação e reafirmou a necessidade de manter a representação indígena no governo.
“Reiteramos nosso apoio firme e irrestrito a Lena Estrada”, afirmaram as organizações em um comunicado. Elas também alertaram que a gestão ambiental sob outras perspectivas não tem sido eficaz, citando dados alarmantes sobre a deforestação. Estrada, em declarações anteriores, destacou que os povos indígenas possuem conhecimento sobre as soluções necessárias para enfrentar a crise ambiental.
A destituição de Estrada levanta questões sobre a continuidade da representação indígena no governo de Petro, que se aproxima do terceiro ano de seu mandato. O movimento indígena não descarta a possibilidade de mobilizações para garantir sua participação nas decisões que afetam suas comunidades e o meio ambiente.
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