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Gustavo Petro nomeia Irene Vélez como nova ministra do Ambiente do país

Movimentos indígenas criticam destituição de Lena Estrada e exigem maior participação nas políticas ambientais do governo colombiano

Lena Yanina Estrada Añokazi, ministra de Ambiente da Colômbia, e a primeira mulher indígena a ocupar o cargo, durante entrevista em seu gabinete ministerial em Bogotá, no dia 21 de março de 2025. (Foto: ANDRÉS GALEANO)
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  • Lena Estrada Añokazi foi destituída do cargo de ministra de Ambiente e Desenvolvimento Sostenível da Colômbia após seis meses.
  • A decisão foi anunciada pelo presidente Gustavo Petro, que nomeou Irene Vélez como ministra interina.
  • O movimento indígena expressou descontentamento e reafirmou apoio a Estrada, destacando a importância de soluções indígenas para a crise ambiental.
  • A renúncia de Estrada foi oficializada por meio de um decreto presidencial publicado em 5 de agosto.
  • Organizações indígenas alertaram que a gestão ambiental sob outras perspectivas não tem sido eficaz, citando dados alarmantes sobre a deforestação.

Lena Estrada Añokazi, a primeira ministra indígena da Colômbia, foi destituída do cargo de ministra de Ambiente e Desenvolvimento Sostenível após apenas seis meses. A decisão foi anunciada pelo presidente Gustavo Petro, que nomeou Irene Vélez como ministra interina. A mudança ocorre em meio a um descontentamento crescente entre os movimentos indígenas, que expressaram apoio a Estrada e ressaltaram a importância de soluções indígenas para a crise ambiental.

A renúncia de Estrada foi aceita na última sexta-feira, e um decreto presidencial publicado em 5 de agosto oficializou a troca. A nova ministra interina, Irene Vélez, já ocupava a posição de ministra de Minas e é a atual diretora da Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (ANLA). O movimento indígena, representado por sete organizações principais, manifestou sua insatisfação e reafirmou a necessidade de manter a representação indígena no governo.

“Reiteramos nosso apoio firme e irrestrito a Lena Estrada”, afirmaram as organizações em um comunicado. Elas também alertaram que a gestão ambiental sob outras perspectivas não tem sido eficaz, citando dados alarmantes sobre a deforestação. Estrada, em declarações anteriores, destacou que os povos indígenas possuem conhecimento sobre as soluções necessárias para enfrentar a crise ambiental.

A destituição de Estrada levanta questões sobre a continuidade da representação indígena no governo de Petro, que se aproxima do terceiro ano de seu mandato. O movimento indígena não descarta a possibilidade de mobilizações para garantir sua participação nas decisões que afetam suas comunidades e o meio ambiente.

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