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Ianomâmis denunciam falhas na gestão de Alexandre Padilha à frente da Saúde

Lideranças ianomâmi denunciam gestão ineficaz da saúde e exigem autonomia, enquanto mortes por desnutrição aumentam na região

Mulheres e crianças ianomâmis em Surucucu (RR) (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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  • Lideranças indígenas ianomâmi criticaram a gestão da saúde em suas terras, localizadas em Roraima e Amazonas, em carta enviada à Secretaria da Saúde Indígena.
  • O documento destaca a falta de autonomia e a centralização das decisões em Brasília, além de mortes por desnutrição.
  • O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY) não pode contratar profissionais de saúde livremente, recebendo apenas listas de candidatos selecionados.
  • As obras do Centro de Saúde de Surucucu estão paralisadas, e as lideranças não têm informações sobre a construção.
  • O Ministério da Saúde informou que o número de profissionais de saúde na região aumentou e que o centro deve ser entregue em setembro de 2024.

Lideranças indígenas ianomâmi, em carta enviada à Secretaria da Saúde Indígena, criticaram a gestão atual da saúde em suas terras, localizadas em Roraima e Amazonas. O documento, assinado por sete líderes, destaca a falta de autonomia e a centralização das decisões em Brasília, além de problemas graves como mortes por desnutrição.

As lideranças afirmam que o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY) não possui liberdade para contratar profissionais de saúde, recebendo apenas listas de candidatos previamente selecionados. A carta menciona que a gestão local é punida com o monopólio do transporte aéreo, controlado por uma única empresa, a Voare Táxi Aéreo.

Além disso, as obras do Centro de Saúde de Surucucu estão paralisadas, e as lideranças não têm acesso a informações sobre a construção. “Não sabemos seu nível de complexidade no atendimento, sua abrangência territorial, sua data de inauguração”, afirmam. A situação é alarmante, com relatos de dois ianomâmis idosos que morreram de desnutrição durante o transporte aéreo.

Em resposta, o Ministério da Saúde informou que as contratações seguem recomendações do Ministério Público do Trabalho e do Tribunal de Contas da União. Desde a declaração de emergência, o número de profissionais de saúde na região aumentou de 690 para mais de 1.700. O Centro de Saúde de Surucucu está previsto para ser entregue em setembro de 2024.

O ministério também destacou que, desde o início das ações, houve uma redução de 21% nos óbitos gerais entre os ianomâmis, além de quedas significativas nas mortes por malária, infecções respiratórias e desnutrição. Essas iniciativas visam reverter a desassistência deixada pela gestão anterior.

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