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Israel autoriza comerciantes a levar suprimentos para Gaza

Israel controla a entrada de suprimentos em Gaza para combater a fome crescente e limitar a influência do Hamas na distribuição de ajuda humanitária

Desespero - Fila para receber comida na região: 93% em situação de “insegurança alimentar” após fim de ajuda (Foto: Mahmoud Issa/Getty Images)
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  • Israel anunciou a entrada controlada de suprimentos na Faixa de Gaza, com comerciantes locais, para aumentar a ajuda humanitária e reduzir a dependência da ONU.
  • Os produtos permitidos incluem alimentos básicos, itens de higiene e alimentos para bebês, todos sujeitos a inspeção rigorosa.
  • Os pagamentos serão feitos apenas por transferências bancárias, com comerciantes locais aprovados após triagem de segurança.
  • A medida ocorre em meio a uma grave crise humanitária, com mortes por fome aumentando desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023.
  • A Fundação Humanitária de Gaza enfrenta críticas por sua ineficácia na distribuição de ajuda, com muitos palestinos mortos ao tentar acessá-la.

Israel anunciou a entrada controlada de suprimentos na Faixa de Gaza, a partir de comerciantes locais, em um esforço para aumentar a ajuda humanitária e reduzir a dependência da ONU. A medida foi divulgada pelo Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) nesta terça-feira, 5. Os produtos permitidos incluem alimentos básicos, itens de higiene e alimentos para bebês, todos sujeitos a inspeção rigorosa.

Os pagamentos serão realizados exclusivamente por meio de transferências bancárias, com um número limitado de comerciantes locais aprovados após triagem de segurança. O COGAT enfatizou que o objetivo é aumentar o volume de ajuda humanitária, ao mesmo tempo em que se busca evitar o envolvimento do Hamas na distribuição dos suprimentos.

Crise Humanitária Agravada

A decisão ocorre em um contexto de grave crise humanitária em Gaza, onde a fome se agrava devido a mais de um ano de conflitos e bloqueios. Desde o início do atual conflito em 7 de outubro de 2023, ao menos 175 pessoas, incluindo 93 crianças, morreram de fome. Um relatório da Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC) alertou que o “pior cenário possível de fome” está se concretizando na região.

A IPC destacou que as restrições israelenses e os combates têm contribuído para a situação crítica, pedindo uma intervenção urgente da comunidade internacional. A desnutrição e doenças estão em ascensão, resultando em um aumento nas mortes relacionadas à fome.

Desafios na Distribuição de Ajuda

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), encarregada da distribuição de ajuda, enfrenta críticas por sua ineficácia. A GHF, apoiada por Israel e Estados Unidos, é acusada de não atender adequadamente às necessidades da população. Em julho, um levantamento da ONU revelou que 875 palestinos foram mortos enquanto tentavam acessar ajuda, com 674 dessas mortes ocorrendo em locais da GHF.

A nova política de entrada de suprimentos busca mitigar a dependência da ajuda internacional, mas a eficácia da implementação e a segurança dos comerciantes locais permanecem preocupações centrais em meio à crescente crise humanitária em Gaza.

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