- Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, teve sua prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 4 de setembro.
- A decisão foi tomada devido ao descumprimento de medidas cautelares.
- Um vídeo de 2017, onde Bolsonaro provoca opositores, voltou a ser compartilhado nas redes sociais após a decretação da prisão.
- Na gravação, ele menciona a “lista de Fachin”, que continha nomes de políticos investigados na Operação Lava Jato, e diz: “A Papuda lhe espera”, referindo-se a deputados petistas.
- Atualmente, Bolsonaro é réu no STF por tentativa de golpe de Estado e enfrenta medidas cautelares por coação do processo, com julgamento previsto para setembro.
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, teve sua prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do descumprimento de medidas cautelares. A decisão ocorreu na segunda-feira, 4 de setembro, e gerou repercussão nas redes sociais.
Um vídeo de 2017, onde Bolsonaro provoca opositores, voltou a circular após a decretação da prisão. Na gravação, ele se refere à “lista de Fachin”, que continha nomes de políticos investigados na Operação Lava Jato. “A Papuda lhe espera”, diz Bolsonaro, dirigindo-se aos deputados petistas Carlos Zarattini e Maria do Rosário, que estavam entre os alvos da investigação.
Na época, a lista revelada pelo Estadão indicava 108 alvos, incluindo ministros e parlamentares. Bolsonaro, então deputado federal, expressou alívio por não estar entre os investigados, provocando os petistas com a frase sobre a prisão. O Complexo da Papuda é uma unidade prisional no Distrito Federal, e a provocação se referia à possibilidade de prisão dos opositores.
As investigações contra Zarattini e Maria do Rosário foram arquivadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de indícios de crime. Atualmente, Bolsonaro é réu no STF por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e enfrenta medidas cautelares por coação do processo. O julgamento do caso está previsto para setembro, envolvendo também outros aliados próximos.
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