- O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a demolição do Teatro Ventoforte e da Escola de Capoeira Angola Cruzeiro do Sul.
- A demolição ocorreu em fevereiro de 2025, realizada pela prefeitura sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), sem autorização legal.
- A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente afirma que a ação contraria legislações que protegem os espaços culturais tombados.
- O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério da Cultura se manifestaram contra a demolição e pediram a reconstrução dos locais.
- A prefeitura defendeu a legalidade da demolição, alegando ocupação irregular e falta de atividades culturais nos espaços.
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a demolição do Teatro Ventoforte e da Escola de Capoeira Angola Cruzeiro do Sul, ocorrida em fevereiro de 2025. A ação, realizada pela prefeitura sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), gerou protestos, uma vez que ambos os espaços são tombados e protegidos por legislações municipais e estaduais.
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente argumenta que a demolição foi feita sem a devida autorização, o que contraria a legislação vigente. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério da Cultura também se manifestaram contra a remoção, solicitando a reconstrução dos equipamentos culturais. A representação que deu origem ao inquérito foi apresentada por membros do PSOL, incluindo o vereador Celso Giannazi e a deputada federal Luciene Cavalcante.
Reação da Prefeitura
Em resposta, a prefeitura afirmou que a demolição ocorreu dentro da legalidade, alegando que os locais estavam ocupados irregularmente e que não havia atividades culturais em andamento. Os secretários Totó Parente (Cultura) e Rodrigo Ashiuchi (Verde e Meio Ambiente) prometeram, em uma reunião com representantes culturais, a construção de um novo espaço cultural.
A situação continua a gerar descontentamento entre os grupos culturais, que veem a demolição como uma perda significativa para a cena artística da cidade. O desdobramento do inquérito civil poderá trazer novas informações sobre a legalidade da ação da prefeitura e suas implicações para o patrimônio cultural da região.
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