- A situação humanitária na Faixa de Gaza se agrava, com a ONU pedindo o uso de todos os portos disponíveis para aumentar a ajuda humanitária.
- Apenas dois portos estão operando, enquanto a fome e a escassez de medicamentos aumentam.
- O porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, afirmou que o volume de suprimentos é insuficiente e que há impedimentos significativos para a entrada e distribuição da ajuda.
- A ONU enviou três caminhões de combustível para a Cidade de Gaza, destinados a abastecer instalações críticas de água, higiene e telecomunicações.
- Haq comentou sobre a entrada de produtos comerciais e considerou especulações os planos de ocupação da Faixa de Gaza anunciados pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
A situação humanitária na Faixa de Gaza se agrava, com a ONU pedindo urgentemente o uso de “todos os portos disponíveis” para aumentar a entrada de ajuda humanitária. Apenas dois portos estão operando, enquanto a fome e a escassez de medicamentos se tornam cada vez mais alarmantes.
Durante uma coletiva, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, destacou que o volume de suprimentos que chega à região é insuficiente. Ele enfatizou que a organização enfrenta “impedimentos” significativos para a entrada e distribuição de ajuda. “Precisamos de um aumento urgente de suprimentos e de um ambiente que permita que os humanitários cheguem às pessoas necessitadas de forma rápida, segura e eficiente”, afirmou.
Além da falta de alimentos, o sistema de saúde em Gaza está severamente comprometido pela escassez de combustível. Na segunda-feira, a ONU conseguiu enviar três caminhões de combustível para a Cidade de Gaza, destinados a abastecer instalações críticas de água, higiene e telecomunicações. Essas instalações operam com recursos limitados, o que agrava ainda mais a crise.
Impedimentos e Respostas
Haq também comentou sobre a entrada de produtos comerciais, afirmando que a equipe local está verificando a situação. Até o momento, a ajuda humanitária deve entrar por todos os portos disponíveis, já que a operação é restrita.
Em relação aos planos de ocupação da Faixa de Gaza, anunciados pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Haq considerou essas informações como “especulações”. Ele lembrou que a ONU tem permanecido na região durante quase dois anos de conflito, enfrentando um custo humano significativo, incluindo a perda de 300 vidas de seus colaboradores em Gaza.
Entre na conversa da comunidade