- A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou obstruções no Congresso, especialmente entre seus apoiadores.
- Bolsonaristas estão atrasando a sabatina e votação de 17 indicados para agências reguladoras.
- O presidente da Comissão de Infraestrutura, Marcos Rogério, afirmou que as sabatinas podem prejudicar os indicados.
- Os nomes aguardam avaliação em agências como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, planejava votar os nomes na próxima semana, mas a falta de relatores escolhidos por Rogério impede o andamento.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou uma onda de obstruções no Congresso, especialmente entre seus apoiadores. Bolsonaristas estão atrasando a sabatina e votação de 17 indicados para agências reguladoras, o que pode impactar a aprovação de importantes cargos.
O presidente da Comissão de Infraestrutura, Marcos Rogério (PL-RO), afirmou que a realização das sabatinas neste momento pode prejudicar os indicados. Ele alertou que, devido ao clima de tensão, os nomes podem ser rejeitados apenas para criar tumulto, uma situação que ele descreveu como “bala perdida”.
Os indicados aguardam avaliação em diversas agências, incluindo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A obstrução já era esperada por Bolsonaro e seus aliados, que estavam cientes das dificuldades nas votações desde a semana passada.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), havia planejado colocar em votação os nomes na próxima semana. No entanto, a falta de relatores escolhidos por Rogério contrasta com o andamento de outras comissões, que já estão realizando sabatinas. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, pretende seguir com as sabatinas dos indicados que precisam de avaliação, desconsiderando a posição de Rogério.
A situação no Congresso reflete a divisão política acentuada pela prisão de Bolsonaro, com repercussões que podem afetar a governabilidade e a aprovação de projetos essenciais.
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