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Redes sociais se omitem diante do aumento de discursos de ódio em Torre Pacheco

Aumento de mensagens de ódio nas redes sociais gera alerta após distúrbios em Torre Pacheco e falhas na moderação das plataformas

Uma multidão de jovens foge da polícia em Torre Pacheco, durante o quarto dia de distúrbios em Torre Pacheco, no dia 15 de julho. (Foto: ALFONSO DURAN)
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  • Em 12 de julho de 2025, a Espanha registrou um aumento de 1.500% nas mensagens de ódio nas redes sociais, totalizando 33.000 publicações em um único dia.
  • O pico ocorreu durante os distúrbios em Torre Pacheco, com cerca de 30% das mensagens de ódio da semana postadas nesse dia, focando em ataques a pessoas do norte da África.
  • As plataformas de redes sociais, como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube, não conseguiram moderar efetivamente esse conteúdo, removendo apenas um pequeno número de mensagens.
  • O Observatório Espanhol do Racismo e da Xenofobia (Oberaxe) informou que a rede X foi a mais notificada, mas teve a menor taxa de remoção, com apenas 14% dos conteúdos retirados.
  • O governo espanhol formou um grupo de acompanhamento para discutir soluções, enquanto a ministra de Inclusão, Elma Sáiz, ressaltou a importância da colaboração com as redes sociais.

Em 12 de julho de 2025, a Espanha registrou um aumento alarmante de 1.500% nas mensagens de ódio nas redes sociais, totalizando 33.000 publicações em um único dia. Esse pico coincide com os distúrbios em Torre Pacheco, onde rumores e incitações à violência proliferaram. O Observatório Espanhol do Racismo e da Xenofobia (Oberaxe) identificou que cerca de 30% das mensagens de ódio da semana foram postadas nesse dia, com foco em ataques a pessoas do norte da África.

As plataformas de redes sociais, incluindo X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube, falharam em moderar efetivamente esse conteúdo. Desde o início dos distúrbios, as empresas removeram apenas um punhado de mensagens, menos do que em dias anteriores. Em 2024, o governo espanhol notificou 2.870 conteúdos de ódio, mas apenas 35% foram removidos, com apenas 4% eliminados nas 24 horas seguintes à denúncia.

Resposta das Plataformas

O relatório do Oberaxe destaca que a rede X foi a mais notificada, mas também a que menos conteúdos retirou, com apenas 14% de remoções. Em contraste, o TikTok se destacou, removendo 69% das mensagens denunciadas. A falta de ação das plataformas foi criticada pelo governo, que formou um grupo de acompanhamento para discutir soluções. A ministra de Inclusão, Elma Sáiz, afirmou que a colaboração com as redes sociais é sem precedentes e essencial para enfrentar o problema.

Desafios na Moderação

Oberaxe utiliza uma ferramenta chamada Faro para monitorar o discurso de ódio, mas enfrenta desafios na identificação de conteúdos que não são apenas textuais. A plataforma Telegram, que também foi um foco de mensagens de ódio, não está na lista de monitoramento devido à sua natureza fechada. O governo reconhece a dificuldade em monitorar essa plataforma, que exige um número de telefone para acesso.

As empresas de redes sociais defendem suas políticas de moderação, alegando que nem todos os conteúdos considerados questionáveis violam suas diretrizes. Meta, proprietária do Facebook, e Google, responsável pelo YouTube, afirmam que seguem rigorosamente suas normas contra discurso de ódio. No entanto, o relatório do Oberaxe sugere que a ineficácia na remoção de conteúdos prejudiciais contribui para a normalização do discurso de ódio online, afetando especialmente grupos vulneráveis.

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