- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o deslocamento de dois submarinos nucleares após declarações provocativas do ex-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev.
- Especialistas consideraram a decisão irresponsável, sem clareza se os submarinos eram de propulsão nuclear ou armados com ogivas nucleares.
- A Marinha dos EUA possui setenta e um submarinos, sendo dezoito da classe Ohio, que realizam patrulhas de dissuasão de até noventa dias.
- O Kremlin minimizou a ordem de Trump, afirmando que os submarinos dos EUA já estão em missão de combate.
- O deslocamento ocorre em um contexto de crescente tensão entre os EUA e a Rússia, especialmente em relação à guerra na Ucrânia.
A ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para deslocar dois submarinos nucleares após comentários provocativos do ex-primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev gerou preocupações sobre a escalada da retórica nuclear. Especialistas consideraram a decisão “irresponsável”, destacando a falta de clareza sobre se os submarinos mencionados eram de propulsão nuclear ou armados com ogivas nucleares.
A força submarina dos EUA conta com 71 submarinos, sendo 18 da classe Ohio equipados com ogivas nucleares. Os submarinos da classe Ohio, conhecidos como “boomers”, realizam patrulhas de dissuasão prolongadas, com missões que podem durar até 90 dias. A presença estratégica é mantida com duas tripulações que se alternam nas patrulhas, garantindo que os submarinos estejam sempre prontos para uma eventual retaliação.
O Kremlin minimizou a ordem de Trump, afirmando que os submarinos dos EUA já estão em missão de combate. O porta-voz Dmitry Peskov enfatizou a importância de tratar assuntos nucleares com cautela, enquanto o parlamentar Viktor Vodolatsky destacou que a Rússia possui mais submarinos nucleares do que os EUA. A Marinha Russa opera cerca de 64 submarinos, incluindo 16 equipados com mísseis balísticos.
Esses eventos ocorrem em um contexto de crescente tensão entre os EUA e a Rússia, especialmente em relação à guerra na Ucrânia. O deslocamento dos submarinos nucleares coincide com a iminente visita do enviado americano Steve Witkoff à Rússia, que deve ocorrer antes de um prazo estabelecido por Washington para que Moscou tome medidas para encerrar o conflito.
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