- O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, anunciou que pautará o projeto de anistia aos vândalos do 8 de janeiro assim que substituir Hugo Motta.
- A urgência do projeto já conta com 264 assinaturas, superando o mínimo necessário.
- A decisão ocorre em meio a crescente pressão política e após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Altineu destacou que a anistia é importante para a pacificação do país e que recebeu demandas para discutir o projeto no plenário.
- A situação se intensificou após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a prisão de Bolsonaro.
O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), anunciou nesta terça-feira, 5, que irá pautar o projeto de anistia aos vândalos do 8 de janeiro assim que tiver a oportunidade de substituir Hugo Motta (Republicanos-PB). Essa decisão surge em um contexto de crescente pressão política e após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Altineu, que assumiu a vice-presidência em fevereiro como parte de um acordo para apoiar Motta, revelou que a urgência do projeto já conta com 264 assinaturas, superando o mínimo necessário. O regimento da Câmara permite que o vice-presidente lidere os trabalhos quando o presidente se ausenta por mais de 48 horas, o que geralmente ocorre em viagens internacionais.
Mudança de Postura
Durante seu pronunciamento, Altineu destacou que a anistia é um passo crucial para a pacificação do país. Ele também mencionou que tem enfrentado pressão tanto de aliados quanto de opositores para que o projeto seja colocado em votação. Antes de seu discurso, o vice fez uma ligação para Motta, informando sobre a crescente demanda para discutir a anistia no plenário.
Embora Altineu tenha reafirmado sua lealdade a Motta, a pressão política parece ter influenciado sua decisão de avançar com a pauta. Desde que assumiu a vice-presidência, especulações surgiram sobre a possibilidade de Altineu utilizar sua posição para promover interesses da direita, algo que ele sempre negou.
Contexto Político
A situação se intensificou após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Essa mudança no cenário político pode ter contribuído para a urgência em discutir a anistia, que Motta havia evitado pautar, priorizando projetos considerados de maior interesse público, como os relacionados à segurança.
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