- O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) protocolou um requerimento em 6 de agosto de 2025.
- Ele pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a suspensão dos salários dos parlamentares bolsonaristas que obstruem as votações.
- Boulos considera essa obstrução uma ação antidemocrática que prejudica a tramitação de projetos essenciais.
- A obstrução ocorre após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 4 de agosto de 2025, com aliados exigindo medidas como anistia a golpistas.
- Hugo Motta alertou que deputados que continuarem a obstruir poderão ser suspensos de seus mandatos.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) protocolou um requerimento nesta quarta-feira, 6, solicitando ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a suspensão dos salários dos parlamentares bolsonaristas que têm obstruído as votações. Boulos argumenta que essa obstrução é uma ação antidemocrática que prejudica a tramitação de projetos essenciais para a população.
A obstrução ocorre em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aconteceu em 4 de agosto de 2025. Os aliados de Bolsonaro ocupam o plenário da Câmara para exigir a votação de um pacote de medidas, incluindo a anistia a golpistas e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Boulos criticou essa postura, afirmando que a ocupação não representa uma divergência legítima, mas sim uma tentativa de desestabilizar as instituições.
Reação do Congresso
Hugo Motta anunciou que os deputados que continuarem a obstruir as votações poderão ser suspensos de seus mandatos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também se manifestou, afirmando que não aceitará intimidações que visem desestabilizar o funcionamento do Parlamento. A expectativa é que a obstrução persista, com os bolsonaristas buscando impedir as votações nesta semana.
Boulos, em um vídeo nas redes sociais, destacou que “quem não trabalha não pode receber salário,” reforçando a necessidade de responsabilização dos parlamentares que não contribuem para o funcionamento do Congresso. A situação atual levanta preocupações sobre a eficiência da administração pública e a continuidade de projetos que beneficiam a sociedade.
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