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Brasil aumenta presença na China com general do Exército como representante

Brasil expande representação militar na China com novos adidos, incluindo um general e um contra-almirante, em meio ao fortalecimento das relações bilaterais

General Rovian Alexandre Janjar na cerimônia em que assumiu o comando da 2° Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Brasília, em 6 de abril de 2023 (Foto: Divulgação/Comando Militar do Planalto)
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  • O Itamaraty busca um novo espaço para a embaixada do Brasil em Pequim.
  • A representação brasileira na China será ampliada com a chegada de novos adidos militares, incluindo um general e um contra-almirante.
  • O general Rovian Alexandre Janjar assumirá como adido da Defesa em dezembro.
  • A embaixada atualmente conta com um coronel da Força Aérea como adido aeronáutico, e o número total de militares na representação brasileira subirá para cinco.
  • A mudança reflete um novo enfoque nas relações militares, que antes eram mais voltadas para os Estados Unidos e países da Europa Ocidental.

O Itamaraty está em busca de um novo espaço para a embaixada do Brasil em Pequim, enquanto a representação brasileira na China será ampliada. A mudança ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre os dois países, que completam 50 anos de diplomacia.

A nova estrutura incluirá a chegada de novos adidos militares, entre eles um general e um contra-almirante. O general Rovian Alexandre Janjar assumirá a função de adido da Defesa em dezembro, marcando um passo significativo na cooperação militar entre Brasil e China. Além dele, um contra-almirante também será designado para a adidância naval.

Atualmente, a embaixada brasileira na China conta com um coronel da Força Aérea como adido aeronáutico. Com a inclusão de Janjar e do contra-almirante, o número total de militares na representação brasileira subirá para cinco. Essa mudança reflete uma nova abordagem nas relações militares, que tradicionalmente se concentravam em parcerias com os EUA e países da Europa Ocidental.

Relações Bilaterais

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, destacou que a cooperação entre os dois países tem sido benéfica e que ambos estão dispostos a aprofundar essa parceria. A presença de generais na embaixada é vista como um movimento natural, segundo o coronel da reserva Paulo Filho, que acredita que isso reflete a realidade atual do sistema internacional.

O professor de Relações Internacionais Maurício Santoro observa que essa mudança simbólica pode ser interpretada como uma equiparação da China aos EUA em termos de diplomacia militar. Apesar disso, a cooperação militar do Brasil ainda é predominantemente com os Estados Unidos e países da OTAN.

As reformas nas Forças Armadas chinesas desde 2015 elevaram seu status no cenário global, criando novas oportunidades de interação com o Brasil. A designação de adidos de alta patente pode facilitar futuras compras de sistemas militares chineses, que são competitivos em termos de preço.

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