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Castro evita encontro com presidente da Alerj e adia discussão sobre saída do governo

Cláudio Castro se distancia de Rodrigo Bacellar, criando incertezas sobre apoio e influência em projetos na Assembleia Legislativa do Rio

Castro na inauguração das delegacias na Baixada Fluminense, ao lado de Canella (no canto esquerdo): governador preferiu não ir à Alerj e dividiu palanque com o prefeito de Belford Roxo (Foto: divulgação/Philippe Lima/governo do estado)
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  • O governador Cláudio Castro se afastou do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, ao não comparecer à abertura do semestre legislativo.
  • Enquanto Bacellar aguardava na Assembleia, Castro inaugurava delegacias na Baixada Fluminense, acompanhado do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, adversário de Bacellar.
  • Castro não reafirmou seu apoio a Bacellar, afirmando que discussões sobre candidaturas ocorrerão após o carnaval.
  • A relação entre os dois se deteriorou após a demissão de Washington Reis da Secretaria de Transportes, o que irritou Bacellar.
  • O distanciamento pode impactar a análise de projetos do governo na Assembleia, incluindo um novo programa de refinanciamento de dívidas de ICMS e a revisão de incentivos fiscais.

O governador Cláudio Castro (PL) se distanciou do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União), ao não comparecer à abertura do semestre legislativo nesta terça-feira. Enquanto Bacellar aguardava na Alerj, Castro inaugurava delegacias na Baixada Fluminense, ao lado do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), adversário de Bacellar.

Durante a inauguração, Castro evitou reafirmar seu apoio a Bacellar, afirmando que discussões sobre candidaturas ocorrerão apenas após o carnaval. O governador já havia indicado Bacellar como seu candidato em 2026, mas a relação entre eles se deteriorou após a demissão de Washington Reis da Secretaria de Transportes, decisão que irritou o deputado.

Relação Tensa

O primeiro encontro esperado entre Castro e Bacellar na Alerj não ocorreu, com o governador enviando um representante. O secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, apresentou pacotes de projetos do governo, mas a recepção foi morna, com Bacellar disperso. A relação entre os dois é descrita como de “neutralidade forçada”, o que preocupa aliados de Bacellar, que veem isso como um obstáculo para a comunicação e influência da Assembleia.

O deputado Rodrigo Amorim (União) tentou minimizar a situação, afirmando que a candidatura de Bacellar está “firme e forte”. No entanto, o distanciamento pode impactar a análise de nove projetos que o governo pretende enviar à Alerj, incluindo um novo programa de refinanciamento de dívidas de ICMS e a revisão de incentivos fiscais.

Projetos em Andamento

Os pacotes de projetos visam gerar receitas superiores a R$ 5 bilhões. Um dos principais é o refinanciamento de dívidas de grandes empresas, que pode arrecadar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Além disso, o governo planeja vender imóveis inativos, o que poderia trazer até R$ 1,5 bilhão aos cofres estaduais.

Na área de segurança, as propostas incluem o fim das visitas íntimas em presídios e a convocação de policiais reformados. Castro expressou confiança na aprovação das medidas, destacando a disposição da Assembleia para dialogar. Contudo, críticas já surgem, como a do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD), que questionou a lógica de iniciar um programa de abatimento de dívidas neste momento.

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