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China reafirma apoio a Lula contra tarifas de Trump e busca fortalecer laços comerciais

China apoia Brasil contra tarifas dos EUA e expande parcerias comerciais, credenciando novos produtores de café e flexibilizando regras para aeronaves

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, telefonou a Celso Amorim (Foto: Marcio Batista/MRE)
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  • A China expressou apoio ao Brasil em resposta às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, especialmente café.
  • O chanceler chinês, Wang Yi, comunicou-se com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, criticando a interferência americana.
  • A China credenciou 183 novos produtores de café brasileiros e 30 empresas para exportar gergelim, totalizando 61 habilitadas.
  • O consumo de café na China está crescendo, embora ainda seja baixo em comparação com a média global.
  • A China também flexibilizou regras para a compra de aeronaves brasileiras, em resposta às tarifas dos EUA.

BRASÍLIA – A China reafirmou seu apoio ao Brasil nesta quarta-feira, 6, em resposta às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, especialmente o café. O chanceler chinês, Wang Yi, comunicou-se diretamente com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, para expressar a posição de Pequim contra a “interferência externa injustificada” nos assuntos internos do Brasil.

O governo chinês destacou que a utilização de tarifas como ferramenta de repressão a outros países é uma violação da Carta da ONU e enfraquece as regras da OMC. Wang Yi enfatizou que a China apoia o Brasil na defesa de seus direitos e interesses de desenvolvimento. Em um movimento estratégico, a China credenciou 183 novos produtores de café brasileiros para exportação, enquanto os EUA implementaram a sobretaxa.

Fortalecimento das Relações Comerciais

Além do café, a China também habilitou 30 empresas brasileiras para exportar gergelim, totalizando 61 habilitadas. Essa ação é resultado de um protocolo de cooperação assinado entre os presidentes Lula e Xi Jinping no ano passado. A embaixada chinesa ressaltou o crescimento das parcerias comerciais, com o Brasil se destacando no mercado chinês.

O consumo de café na China está em ascensão, embora o per capita ainda seja baixo, com apenas 16 xícaras/ano, comparado à média global de 240. A embaixada também celebrou o aumento das vendas de açaí, que já está disponível em grandes cidades como Pequim e Xangai.

Impacto das Tarifas Americanas

As medidas da China ocorrem em um momento crítico, já que os EUA, maior importador de café do mundo, estão preocupados com a taxação do produto. Em 2024, o Brasil deverá responder por 30,7% do café importado pelos EUA. Além disso, a China flexibilizou as regras para a compra de aeronaves brasileiras, um processo acelerado em resposta às tarifas americanas.

Embora a Embraer tenha sido isenta de uma sobretaxa de 40%, ainda enfrenta uma tarifa recíproca de 10% imposta pelos EUA. Especialistas afirmam que o apoio da China, embora significativo, pode ser mais simbólico do que prático, já que o Brasil enfrenta desafios para exportar produtos intermediários para o mercado chinês.

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