- Uma égua de carruagem chamada Lady desmaiou e morreu em Manhattan no dia 5 de agosto.
- O incidente ocorreu na esquina da 11ª Avenida com a Rua 51 Oeste.
- Lady foi levada a um estábulo em Hell’s Kitchen, onde foi declarada morta.
- O Departamento de Saúde da cidade iniciou uma investigação e uma necropsia será realizada.
- A morte de Lady reacendeu o debate sobre o uso de carruagens puxadas por cavalos em Nova York, com críticas de ativistas sobre o tratamento dos animais.
Uma égua de carruagem chamada Lady, de 15 anos, desmaiou e morreu em um cruzamento movimentado de Manhattan na tarde de terça-feira (5). O incidente ocorreu na esquina da 11ª Avenida com a Rua 51 Oeste, onde a polícia foi chamada para atender a emergência. Lady foi levada a um estábulo em Hell’s Kitchen, onde foi declarada morta. A polícia não encontrou indícios de crime, mas o Departamento de Saúde da cidade iniciou uma investigação e uma necropsia será realizada para determinar a causa da morte.
A morte de Lady reacendeu o debate sobre o uso de carruagens puxadas por cavalos em Nova York, uma prática que divide opiniões entre charme e crueldade animal. Edita Birnkrant, diretora da organização de defesa animal NYCLASS, criticou a prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes, acusando-os de permitir maus-tratos aos cerca de 200 cavalos que trabalham no Central Park. Birnkrant destacou que Lady é o primeiro cavalo a morrer em serviço desde 2011 e que outros casos de morte de cavalos ocorreram fora da vista do público.
O projeto de lei conhecido como Lei Ryder, que visa proibir as carruagens puxadas por cavalos a partir de junho de 2026, está em tramitação. A morte de Lady ocorreu pouco depois de um júri absolver um condutor de carruagem da acusação de crueldade animal. O porta-voz do prefeito, Zachary Nosanchuk, afirmou que a investigação está em andamento e que a segurança dos animais é uma prioridade. A porta-voz da presidente do Conselho Municipal, Mara Davis, classificou o episódio como trágico, mas ressaltou que o processo legislativo da Lei Ryder continua.
Lady havia chegado à cidade em junho e trabalhava há cerca de seis semanas, após passar por um exame físico que não indicou problemas de saúde. Christina Hansen, condutora de carruagem e porta-voz do setor, afirmou que a morte de Lady não pode ser diretamente ligada à sua atividade, ressaltando que, assim como os humanos, os cavalos também podem falecer sem explicação aparente.
Entre na conversa da comunidade