- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, cancelou sua agenda em Fortaleza e retornou a Brasília após protestos em apoio a Jair Bolsonaro.
- A decisão foi tomada na manhã de terça-feira, cinco de agosto, durante a participação de Motta em inaugurações de hospitais na Paraíba.
- A mobilização em Brasília é uma resposta à prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Presidentes de partidos de centro-direita se uniram para obstruir os trabalhos legislativos, orientando suas bancadas a apoiar a paralisação.
- A estratégia inclui a ocupação das mesas diretoras por deputados e senadores da oposição, com rodízio a cada três horas, até que ocorra uma reunião conjunta com os presidentes da Câmara e do Senado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cancelou sua agenda em Fortaleza e antecipou o retorno a Brasília após protestos em apoio a Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu na manhã de terça-feira (5), quando Motta participou de inaugurações de hospitais na Paraíba. Ele tinha programado um seminário sobre alfabetização na capital cearense.
A mobilização em Brasília ocorre em resposta à prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Presidentes de partidos de centro-direita, como Valdemar Costa Neto (PL), Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (Progressistas), se uniram para obstruir os trabalhos legislativos. Rueda e Nogueira orientaram suas bancadas a apoiar a paralisação.
A estratégia de obstrução inclui a ocupação das mesas diretoras por deputados e senadores da oposição, que farão rodízio a cada três horas. A ideia é manter a pressão até que haja uma reunião conjunta com os presidentes da Câmara e do Senado. Essa mobilização não é nova; há cerca de duas semanas, Rueda havia sugerido uma conversa remota com outros líderes partidários, mas a reunião não se concretizou.
Enquanto isso, o PL tem pressionado outras siglas a se unirem à causa bolsonarista. Apesar de algumas lideranças, como Marcos Pereira (Republicanos-SP), se mostrarem cautelosas em relação ao STF, a articulação em torno de Bolsonaro continua a ganhar força no Congresso.
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