O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas de familiares em sua prisão domiciliar. Essa decisão, tomada na quarta-feira, autoriza filhos, cunhadas e netos a visitarem Bolsonaro sem precisar de autorização do STF. A prisão domiciliar foi imposta a Bolsonaro por descumprir medidas cautelares, pois ele usou redes sociais de aliados para enviar mensagens que incentivavam ataques ao STF. Moraes destacou um exemplo de descumprimento, onde o senador Flávio Bolsonaro postou um vídeo do ex-presidente, que foi removido após algumas horas. A decisão gerou protestos no Congresso, com deputados da oposição ocupando os plenários da Câmara e do Senado em reação à prisão domiciliar de Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas de familiares em sua prisão domiciliar. A decisão permite que filhos, cunhadas e netos visitem Bolsonaro sem necessidade de autorização prévia do STF.
A prisão domiciliar foi imposta a Bolsonaro na segunda-feira (4) por descumprir medidas cautelares. O ex-presidente utilizou redes sociais de aliados para veicular mensagens que, segundo Moraes, incentivavam ataques ao STF e apoiavam intervenções estrangeiras no Judiciário brasileiro. A proibição de uso de redes sociais, inclusive por terceiros, foi determinada pelo STF em julho.
Moraes destacou um exemplo de descumprimento: uma postagem feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com um vídeo do ex-presidente. A publicação foi removida após algumas horas, evidenciando a transgressão das medidas cautelares. O ministro classificou a situação como um “flagrante desrespeito” às ordens judiciais.
Protestos no Congresso
A decisão de Moraes gerou reações no Congresso. Deputados da oposição ocuparam os plenários da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar de Bolsonaro. A ocupação ocorreu na noite de terça-feira (5) e se estendeu até a manhã de quarta-feira (6). A ação reflete a tensão política em torno da situação do ex-presidente e suas implicações para o cenário nacional.
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