- Carlos Orleans e Carol Archangelo perderam a guarda dos filhos para uma instituição por decisão da Justiça de Viseu, após denúncias de irregularidades em um processo de apoio familiar.
- O casal afirma que, apesar de seguir todas as orientações, as crianças continuam na instituição, com a Justiça alegando que eles “apenas obedecem” e não refletem sobre a situação.
- Carlos e Carol, que trabalham como tatuadores, estão há cinco meses nesse processo, que é revisado a cada dois meses, e não foram ouvidos em audiência.
- Eles mencionaram que a transferência dos filhos ocorreu após denunciarem más condições na instituição.
- A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens está acompanhando o caso, enquanto o Tribunal de Viseu não respondeu aos questionamentos sobre a situação.
Carlos Orleans e sua esposa, Carol Archangelo, enfrentam um drama familiar após a Justiça de Viseu transferir a guarda de seus filhos para uma instituição. A decisão foi tomada após denúncias de irregularidades em um processo de apoio familiar, iniciado em uma escola pública e supervisionado pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
Apesar de cumprirem todas as recomendações estabelecidas, Carlos afirma que os filhos continuam sob a guarda da instituição. Ele relata que, mesmo com a confirmação de que a casa e a família estão em boas condições, a Justiça decidiu manter a medida para “ter certeza” da situação. “Estamos apenas obedecendo, mas não querem devolver nossos filhos”, desabafou Carlos.
O casal, que é tatuador, já está há cinco meses em um processo que é revisado a cada dois meses. Carlos destaca que não foram ouvidos em audiência, nem as crianças. “As advogadas pediram para que fôssemos ouvidos há três meses e nada aconteceu”, afirmou. Ele também mencionou que a transferência dos filhos ocorreu após denunciarem más condições na instituição.
Nos três meses sob a guarda da instituição, Carlos e Carol seguiram todas as orientações, incluindo a criação de um plano de saúde e a inclusão dos avós no processo. No entanto, relatórios indicam que a Justiça considera que o casal “apenas obedece” e não reflete sobre a situação. Carlos criticou observações feitas sobre o comportamento de Carol, que foram consideradas irrelevantes para a manutenção da guarda.
A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens afirmou que a situação está sob acompanhamento do Tribunal, enquanto o Tribunal Judicial de Coimbra declarou não haver processo judicial na comarca. O Tribunal de Viseu, por sua vez, não respondeu aos questionamentos sobre o caso.
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