- O desmatamento na Amazônia aumentou 4% entre agosto de 2024 e julho de 2025, totalizando mais de 4 mil quilômetros quadrados desmatados, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
- Este é o segundo menor índice desde 2016, apesar de representar uma elevação após quatro anos de queda.
- O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, destacou que o aumento é uma queda de mais de 45% em relação a anos anteriores.
- O governo intensificou a fiscalização, com um aumento de 96% nas operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em comparação a 2022.
- O desmatamento caiu 21% no Pará e 35% em Rondônia, mas aumentou 74% em Mato Grosso, indicando a necessidade de atenção em áreas críticas.
O desmatamento na Amazônia registrou um aumento de 4% entre agosto de 2024 e julho de 2025, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este crescimento, que equivale a mais de 4 mil km² desmatados, ocorre após quatro anos consecutivos de queda, refletindo a vulnerabilidade da floresta a incêndios, exacerbada por condições climáticas extremas.
Embora o aumento seja preocupante, o índice atual é o segundo menor desde 2016. O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, destacou que essa elevação deve ser contextualizada, pois representa uma queda de mais de 45% em relação a anos anteriores. O agravamento das queimadas no ano passado contribuiu para a situação atual.
Medidas de Fiscalização
O governo tem intensificado a fiscalização para combater o desmatamento. Desde 2023, as operações do Ibama aumentaram em 96% em comparação a 2022. O decreto 12.189, que permite embargos administrativos em áreas suspeitas de crimes ambientais, foi atualizado, e a Polícia Federal ampliou suas ações contra o garimpo ilegal, especialmente na Terra Yanomami.
No Pará, o desmatamento caiu 21%, enquanto em Rondônia a redução foi de 35%. Em contrapartida, Mato Grosso registrou um aumento de 74% na devastação, evidenciando a necessidade de atenção redobrada em áreas críticas. O uso de sistemas como o Deter e o Prodes tem sido essencial para monitorar e mapear as áreas afetadas.
Desafios e Oportunidades
A Amazônia, que abriga 40 mil espécies de plantas e 30 milhões de espécies de animais, enfrenta um cenário desafiador. A seca extrema do ano passado e o uso do fogo como estratégia de desmatamento são fatores que complicam a situação. A especialista em conservação do WWF-Brasil, Ana Crisostomo, ressalta que, apesar dos avanços, é fundamental estar atento aos retrocessos, especialmente com a nova lei do licenciamento ambiental, que aguarda sanção presidencial.
Os esforços para reverter o quadro de desmatamento são cruciais para a preservação da biodiversidade e o combate às mudanças climáticas. O fortalecimento das políticas de fiscalização e a responsabilização dos infratores são passos essenciais para garantir um futuro sustentável para a Amazônia e outros biomas brasileiros.
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