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EUA intensificam busca por países para deportar migrantes em nova estratégia

EUA intensificam deportações de migrantes para países africanos, apesar de preocupações com abusos e segurança nos locais de acolhimento

Qamar Abdi e Filsan Ali, migrantes da Somália, em um hotel no Panamá após serem deportados dos EUA em março de 2025. (Foto: Matias Delacroix/AP)
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  • O governo dos Estados Unidos intensificou esforços para deportar migrantes detidos, especialmente após decisões judiciais que permitiram a retomada dessas práticas.
  • Três países africanos, Ruanda, Sudão do Sul e Eswatini, concordaram em aceitar deportados.
  • Organizações de direitos humanos alertam sobre abusos e falta de segurança nos países receptores, questionando a legalidade das deportações.
  • As negociações incluem países como Marrocos, Tunísia e Líbia, que enfrentam crises internas e têm histórico de violações de direitos humanos.
  • Os deportados frequentemente chegam a locais desconhecidos, sem suporte legal adequado, o que os deixa em situação vulnerável.

O governo dos EUA intensificou esforços diplomáticos para deportar migrantes detidos, especialmente após decisões judiciais que permitiram a retomada dessas práticas. Três países africanos, incluindo Ruanda, concordaram em aceitar deportados, enquanto negociações secretas ocorrem com várias nações.

Relatos de abusos e falta de segurança nos países receptores levantam preocupações sobre a legalidade dessas deportações. A administração afirma que esses países são seguros, mas organizações de direitos humanos apontam para tortura e repressão. Nicolas Palazzo, conselheiro de políticas da HIAS, destaca que esses locais não oferecem as proteções necessárias para quem foge de perseguições.

Além de Ruanda, South Sudan e Eswatini também aceitaram deportados. O governo de Eswatini, por exemplo, mantém cinco homens em confinamento solitário, negando-lhes representação legal. A situação é alarmante, considerando que o país é uma das últimas monarquias absolutistas, com um histórico de repressão a movimentos democráticos.

As negociações incluem países como Marrocos, Tunísia e Líbia, que enfrentam crises internas e têm sido criticados por violações de direitos humanos. O retorno de migrantes a esses locais levanta questões sobre a segurança e o tratamento que receberão. A pressão para essas deportações aumentou após uma decisão da Suprema Corte dos EUA que permitiu a retomada dos voos para países terceiros.

Os deportados frequentemente chegam a lugares desconhecidos, sem suporte legal adequado, o que os deixa em um limbo jurídico. Em Ruanda, o governo promete treinamento profissional e assistência, mas a experiência anterior com acordos semelhantes, como o da Grã-Bretanha, levanta dúvidas sobre a eficácia dessas promessas.

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