- O governo do presidente Donald Trump iniciou a revisão das edições anteriores da Avaliação Climática Nacional.
- A decisão foi anunciada pelo Secretário de Energia, Chris Wright, e ocorre após a demissão de centenas de cientistas envolvidos na sexta edição do relatório.
- A Avaliação Climática Nacional, publicada desde dois mil, reúne dados sobre os impactos das mudanças climáticas e alertava sobre riscos à economia e saúde pública.
- A revisão se insere em um contexto de desmantelamento de regulamentações ambientais, incluindo a revogação da Descoberta de Perigo, que fundamenta várias normas de redução de emissões.
- Um novo estudo do Departamento de Energia questiona a gravidade das mudanças climáticas, sugerindo que o aumento do dióxido de carbono poderia ter efeitos positivos na agricultura.
O governo do presidente Donald Trump iniciou uma revisão das edições anteriores da Avaliação Climática Nacional, uma ação que visa questionar o consenso científico sobre as mudanças climáticas. A informação foi divulgada pelo Secretário de Energia, Chris Wright, em uma entrevista à CNN. Essa decisão ocorre após a demissão de centenas de cientistas envolvidos na sexta edição do relatório.
A Avaliação Climática Nacional, que começou a ser publicada em 2000, é um documento crucial que sintetiza dados de diversas agências federais e especialistas externos sobre os impactos das mudanças climáticas. Edições anteriores alertavam sobre os riscos crescentes para a economia e a saúde pública, caso as emissões de gases de efeito estufa não fossem reduzidas. Wright, ex-CEO de uma empresa de gás de xisto, afirmou que as edições anteriores foram retiradas do ar para que novos relatórios e comentários fossem elaborados.
Mudanças na Política Climática
A revisão da Avaliação Climática Nacional se insere em um contexto mais amplo de desmantelamento de regulamentações ambientais promovido pelo governo Trump. Recentemente, a administração revogou a Descoberta de Perigo, uma determinação científica que fundamenta várias regulamentações de redução de emissões. Além disso, a proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA) de revogar essa determinação foi acompanhada pela divulgação de um novo estudo do Departamento de Energia, que questiona a gravidade das mudanças climáticas.
Esse novo estudo, elaborado por críticos das mudanças climáticas, sugere que os recordes de calor podem não ser tão alarmantes e que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera poderia ter efeitos positivos na agricultura. Essa abordagem contrasta com a visão predominante entre cientistas, que alertam sobre os riscos associados ao aquecimento global.
Implicações para o Futuro
A revisão da Avaliação Climática Nacional e as demissões de cientistas levantam preocupações sobre a transparência e a integridade da pesquisa climática nos Estados Unidos. A Lei de Pesquisa sobre Mudanças Globais de 1990 exige que o governo apresente a avaliação climática ao Congresso e ao presidente, o que pode ser afetado por essas mudanças. A agenda do governo, que favorece os combustíveis fósseis, inclui a abertura de áreas ecologicamente sensíveis para exploração, o que pode agravar ainda mais os desafios ambientais enfrentados pelo país.
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