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Fraudes no INSS utilizam dados roubados, inteligência artificial e ocultação de corpos

Advogado revela fraudes que comprometem R$ 6 bilhões do INSS e destaca o uso de tecnologia por golpistas em novos esquemas de crimes previdenciários

Agência do INSS na Mooca, zona leste da capital paulista (Foto: Raquel Franco - 14.mai.25/Folhapress)
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  • O advogado Rômulo Saraiva lançou um livro que revela mais de 400 casos de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), totalizando R$ 6 bilhões em descontos indevidos.
  • O livro, intitulado “Fraudes no INSS – Casos Práticos de Vazamento de Dados, Engenharia Social e Impactos na Proteção Social”, será apresentado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
  • As fraudes incluem descontos indevidos de mensalidades associativas e saques indevidos após o falecimento de beneficiários.
  • Saraiva destaca que as fraudes envolvem roubo de dados, falsificação de documentos e uso de inteligência artificial para criar laudos médicos falsos.
  • O livro também menciona fraudes semelhantes em outros países, como os Estados Unidos e a Itália, onde indivíduos mantêm corpos de parentes falecidos para continuar recebendo benefícios.

Recentemente, o advogado Rômulo Saraiva lançou um livro que revela mais de 400 casos de fraudes contra o INSS, totalizando R$ 6 bilhões em descontos indevidos. O livro, intitulado “Fraudes no INSS – Casos Práticos de Vazamento de Dados, Engenharia Social e Impactos na Proteção Social”, será apresentado na PUC-SP.

As fraudes incluem uma variedade de golpes, como descontos indevidos de mensalidades associativas e saques indevidos após o falecimento de beneficiários. Saraiva destaca que as fraudes são apenas a ponta do iceberg, envolvendo roubo de dados, falsificação de documentos e até o uso de inteligência artificial para criar laudos médicos falsos.

Entre os casos mais comuns, estão o golpe da falsa prova de vida, onde golpistas enviam mensagens para os segurados solicitando atualização de dados, e o golpe do consignado, onde criminosos oferecem empréstimos com condições vantajosas, mas exigem depósitos antecipados. O advogado também menciona fraudes mais elaboradas, como o uso de cadáveres para continuar recebendo benefícios.

Saraiva ressalta que a tecnologia facilitou a ação de golpistas, mas muitos aposentados ainda caem em armadilhas. O levantamento de casos foi baseado em investigações da Polícia Federal e na CPI da Previdência de 1993, que já havia exposto irregularidades significativas.

Além dos casos brasileiros, o livro menciona fraudes semelhantes em outros países, como os Estados Unidos e a Itália, onde indivíduos mantêm corpos de parentes falecidos para continuar recebendo benefícios. O lançamento do livro ocorre em um momento crítico, com o INSS enfrentando uma onda crescente de fraudes que comprometem a segurança financeira de aposentados e pensionistas.

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