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Hugo Motta explica por que não irá pautar anistia a golpistas no Congresso

Parlamentares bolsonaristas pressionam por votação do projeto de anistia, enquanto oposição mantém resistência e busca novas discussões no Congresso

Presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • O projeto de lei que anistia golpistas do 8 de Janeiro não foi pautado na Câmara dos Deputados.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a proposta não teve apoio suficiente nas reuniões de líderes.
  • Motta destacou que a decisão foi tomada pela maioria do colégio de líderes, que representa mais de 400 parlamentares.
  • Parlamentares bolsonaristas tentaram obstruir os trabalhos para forçar a votação do projeto e de outras propostas.
  • A oposição planeja retomar a discussão sobre a anistia nas próximas reuniões de líderes.

O projeto de lei que propõe a anistia a golpistas do 8 de Janeiro continua a gerar polêmica no Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a proposta não foi pautada devido à falta de apoio nas reuniões de líderes, mas não descartou a possibilidade de votação futura.

Motta afirmou que a decisão de não levar o projeto à pauta foi tomada pela maioria do colégio de líderes, que inclui representantes de partidos com mais de 400 parlamentares. Ele destacou que a presidência da Câmara deve respeitar o sentimento da maioria em relação a qualquer matéria. “Esse projeto não foi à pauta porque a maioria optou por não levá-lo”, disse Motta.

Nos últimos dias, parlamentares bolsonaristas tentaram obstruir os trabalhos da Câmara e do Senado, buscando forçar a votação do PL da anistia, além de outras propostas, como a PEC que visa acabar com o foro privilegiado e um possível impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Motta também negou ter oferecido contrapartidas à oposição para retomar os trabalhos, afirmando que a presidência não negocia suas prerrogativas.

“A retomada dos trabalhos não está vinculada a nenhuma pauta”, enfatizou o presidente da Câmara, reafirmando sua posição de que a presidência é inegociável. A oposição, por sua vez, pretende retomar a discussão sobre a anistia nas próximas reuniões de líderes, mantendo a pressão sobre o governo e a Câmara.

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