- A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, gerou um motim no Congresso Nacional que durou cerca de 30 horas.
- Parlamentares da extrema direita, principalmente do Partido Liberal (PL), ocuparam os plenários da Câmara e do Senado, pedindo anistia para golpistas e o impeachment de Moraes.
- Durante os protestos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, fez um discurso que gerou memes nas redes sociais.
- Senadores e deputados se acorrentaram e usaram esparadrapos para simbolizar censura, enquanto a deputada Érika Hilton questionou a situação.
- O motim refletiu a crescente polarização política no Brasil, com gritos de “anistia já” e “sem anistia” entre os parlamentares.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, provocou um motim no Congresso Nacional que durou cerca de 30 horas. Parlamentares da extrema direita, em sua maioria do PL, ocuparam os plenários da Câmara e do Senado, exigindo anistia para golpistas, o fim do foro privilegiado e o impeachment de Moraes.
Durante o protesto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, fez um discurso confuso, gerando memes nas redes sociais. A situação se intensificou com a presença de senadores e deputados que se acorrentaram e usaram esparadrapos para simbolizar censura. O senador Magno Malta foi um dos que se destacou, acorrentando-se à mesa do plenário.
Os parlamentares bolsonaristas apresentaram suas reivindicações como um “pacote da paz”, mas a proposta visa proteger Bolsonaro e seus aliados de investigações. O fim do foro privilegiado poderia reiniciar processos contra o ex-presidente e outros parlamentares, enquanto o impeachment de Moraes é visto como uma retaliação por suas decisões no STF.
Tensão no Congresso
A vigília no Congresso gerou cenas curiosas, como deputados tapando os olhos e a boca com fita adesiva. O clima de tensão entre oposição e governistas foi palpável, com gritos de “anistia já” e “sem anistia” ecoando pelos corredores. A deputada Érika Hilton questionou um colega sobre a vergonha da situação, enquanto a deputada Júlia Zanatta refletiu sobre sua posição em meio ao caos.
Após negociações, a sessão foi aberta com atraso, e Motta ocupou a mesa presidencial em meio a gritos e protestos. O desfecho do motim ainda não foi totalmente esclarecido, mas as imagens do evento, que incluem senadores amarrados e deputados com esparadrapo, simbolizam a crescente polarização política no Brasil e o desafio das instituições democráticas.
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