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Moradores da Península protestam contra insegurança após assalto na Barra

Moradores da Península se mobilizam contra a violência após assalto a mulher, evidenciando a insegurança crescente na região.

Península: no condomínio da Barra da Tijuca, os residenciais ocupam menos de 10% da área total (Foto: Reprodução)
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  • Uma mulher foi assaltada na Rua das Jacarandás, na Península, Barra da Tijuca, por dois criminosos em uma moto.
  • O incidente ocorreu na noite de quarta-feira, enquanto ela caminhava com o marido.
  • Moradores organizaram uma passeata para protestar contra a insegurança na região, marcada para esta sexta-feira, às 11h, no Green Park.
  • A comunidade enfrenta uma onda de violência, com relatos de assaltos e bala perdida, gerando preocupação entre os cerca de 25 mil habitantes do loteamento.
  • O grupo Mães da Península criticou o alto valor das taxas de condomínio, que não garantem segurança adequada.

Um novo episódio de violência na Península, um loteamento de luxo na Barra da Tijuca, mobilizou os moradores em um protesto contra a insegurança. Na noite de quarta-feira, uma mulher foi assaltada por dois criminosos em uma moto enquanto caminhava com o marido na Rua das Jacarandás, próximo ao condomínio Saint Barth. Ao perceber a abordagem, ela jogou o celular longe, mas foi empurrada e o aparelho foi levado.

A situação alarmou a comunidade, que já enfrenta uma crescente onda de assaltos e relatos de bala perdida. O grupo Mães da Península e outros residentes expressaram sua indignação nas redes sociais, criticando o alto valor das taxas de condomínio que não garantem segurança. “Pagamos caro e não temos segurança nem para andar à noite”, afirmaram em um comunicado.

Mobilização da Comunidade

Diante da escalada da violência, os moradores organizaram uma passeata marcada para esta sexta-feira, às 11h, com concentração no Green Park. A Península abriga cerca de 25 mil habitantes e é composta por 33 condomínios, com um valor médio do metro quadrado de R$ 14.781, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-Rio). Apesar da infraestrutura e segurança prometidas, a realidade atual contrasta com a imagem de um bairro planejado.

Em novembro do ano passado, um morador relatou que seu apartamento foi atingido por uma bala perdida, e um abaixo-assinado por mais policiamento já havia reunido mais de 800 assinaturas. Os residentes descrevem um clima de medo, especialmente após o anoitecer, e a insegurança se tornou uma preocupação central na Península, que foi lançada em 2002 pela Carvalho Hosken.

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