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Planalto alerta para fragilidade de Hugo Motta após motim de apoiadores de Bolsonaro

Governo teme impacto do motim bolsonarista na liderança de Hugo Motta, essencial para aprovar agenda de Luiz Inácio Lula da Silva

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara (Foto: WILTON JUNIOR)
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  • O Palácio do Planalto está preocupado com o enfraquecimento da liderança de Hugo Motta na Câmara dos Deputados após um motim bolsonarista.
  • O governo de Luiz Inácio Lula da Silva considera Motta essencial para a governabilidade e a aprovação de sua agenda, incluindo a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
  • A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o motim.
  • Deputados da base governista expressaram descontentamento com a condução de Motta na situação, desejando um retorno mais eficaz ao plenário.
  • Os bolsonaristas tentaram forçar a votação de propostas como a anistia aos condenados pela invasão dos prédios dos três Poderes e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

O Palácio do Planalto manifestou preocupação com o enfraquecimento da liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara dos Deputados, após um motim bolsonarista que exigiu uma longa operação para ser encerrada na noite de quarta-feira, 6. O governo, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, vê Motta como essencial para garantir a governabilidade e a aprovação de sua agenda, especialmente a proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda.

Apesar das tensões geradas pela derrubada do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Lula aposta na força de Motta. O apoio do PT e do presidente foi decisivo na eleição de Motta para a presidência da Câmara, em detrimento do aliado Antonio Brito (PSD-BA). Na manhã de quinta-feira, 7, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmando que ambos agiram corretamente diante do motim da oposição.

Deputados da base governista expressaram descontentamento com a forma como Motta lidou com a situação, esperando que ele retornasse ao plenário com mais facilidade. O presidente da Câmara, após o motim, destacou a importância de garantir a respeitabilidade da mesa diretora e o fortalecimento da Casa. Os bolsonaristas, em resposta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, tentaram forçar a votação de propostas como a anistia aos condenados pela invasão dos prédios dos três Poderes e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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